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Boa Leitura!
PROTOCOLOS DOS LUNÁTICOS ANCIÃOS DE SIÃO
(Atualizado em 05 06 2024)
Queridos amigos e queridos irmãos, submetemos-vos este texto, que, tal como os outros da série de artigos sobre os illuminati, visa abrir-vos os olhos para a gestão deste mundo pelos satanistas que acreditam ser deuses na terra. Este artigo originalmente intitulado "Protocolos dos sábios anciãos de Sião", que com razão renomeei "Protocolos dos lunáticos anciãos de Sião", ajuda-vos a compreender como os agentes de satanás estão a trabalhar para destruir o mundo e destruir toda a humanidade.
Estes
filhos do diabo, que só brilham
pela sua extrema idiotice, infelizmente gostam de pensar que são
sábios, ao
ponto de se proclamarem sábios, como é o caso do título deste
documento, que eu
decidi mudar. E como são peritos em usurpação e manipulação, também
fingem ser
povo de Sião; dando assim a impressão de que são de Israel, quando não
o são.
Eles nunca foram de Israel, nem nunca serão.
A
Sião a que se referem cada vez não
é a Sião de Deus, mas sim a sua própria sião satânica que criaram no
seu mundo.
Deus tem a sua Jerusalém, o diabo também tem a sua. Portanto, não se
deixem
enganar pelas palavras e expressões falsas que o povo satanás utiliza
frequentemente.
Como
vos dissemos no nosso artigo intitulado "Os
Hipócritas
Expostos", Deus escolheu, nos últimos tempos,
revelar-nos a verdadeira
natureza destes chamados grandes homens e mulheres do planeta, e expor
totalmente todos os seus planos, projectos e obras, que sempre se
esforçaram
por manter em segredo. Recomendamos este artigo, assim como os outros
artigos
da série sobre o Illuminatis, que pode encontrar no nosso site
www.mcreveil.org.
Abandonando
toda e qualquer fraseologia, estudemos cada idéia em si
mesma e esclareçamos a situação com comparações e deduções. Exporei,
por este
meio, a concepção da nossa política, bem como a do Goim (expressão
judaica para
designar todos os Gentios). É preciso ter em vista que os homens de
maus
instintos são mais numerosos que os de bons instintos. Por isso se
obtém
melhores resultados governando os homens pela violência e o terror do
que com
discussões acadêmicas. Cada homem aspira ao poder, cada qual, se
pudesse, se
tornaria ditador; ao mesmo tempo, poucos são os que não estão prontos a
sacrificar o bem geral para conseguir o próprio bem.
Quem
conteve as feras chamadas homens? Quem os guiou até agora? No
princípio da ordem social, submeteram-se à força bruta e cega, e mais
tarde, à
lei, que é essa força mascarada. Concluo, pois, de acordo com a lei da
natureza, que o direito reside na força. A liberdade política é uma
idéia e não
uma realidade. É preciso saber aplicar essa idéia, quando for
necessário atrair
as massas populares ao seu partido com a isca duma idéia, se esse
partido
formou o desígnio de esmagar o partido que se acha no poder (nota: ex:
Rev.
Francesa). Esse problema torna-se fácil, se o adversário recebeu esse
poder da
idéia de liberdade, do que se chama liberalismo, e sacrifica um pouco
de sua
força a essa idéia.
E
eis onde aparecerá o triunfo de nossa teoria: as rédeas frouxas do
poder serão logo tomadas, em virtude da lei da natureza, por outras
mãos porque
a força cega do povo não pode ficar um dia só sem guia, e o novo poder
não faz
mais do que tomar o lugar do antigo enfraquecido pelo liberalismo. Nos
dias que
correm, o poder do ouro substituiu o poder dos governos liberais. Houve
tempo
em que a fé governou. A liberdade é irrealizável, porque ninguém sabe
usar dela
dentro de justa medida. Basta deixar algum tempo o povo governar-se a
si mesmo
para que logo essa autonomia se transforme em licença. Então, surgem
dis-
sensões que em breve se transformam em batalhas sociais, nas quais os
Estados
se consomem e em que sua grandeza se reduz a cinzas.
Se
o Estado se esgota nas suas próprias convulsões ou
se suas
comoções intestinas o põem a mercê dos inimigos externos,
pode ser
considerado irremediavelmente perdido; caiu em nosso poder. O
despotismo do
capital, inteiramente entre nossas mãos, aparece-lhe como uma tábua de
salvação, à qual, queira ou não queira, tem de se a- garrar para não ir
ao
fundo. Aquele cuja alma liberal quiser considerar esses raciocínios
como
imorais, perguntarei: se todo Estado tem dois inimigos, e se lhe é
permitido,
sem a menor pecha de imoralidade, empregar contra o inimigo externo
todos os
meios de luta, como, por exemplo, não lhe dar a conhecer seus planos de
ataque
ou defesa, surpreendê-lo à noite ou com forças superiores, porque essas
mesmas
medidas, usadas contra um i- nimigo pior, que arruinaria a ordem social
e a
propriedade, seriam ilícitas e imorais?
Um
espírito equilibrado poderá esperar guiar com êxito as multidões por
meio de exortações sensatas e pela persuasão, quando o campo está
aberto à
contradição, mesmo desarrazoada, mas que parece sedutora ao povo, que
tudo
compreende super- ficialmente? O homem quer sejam ou não da plebe,
guiam-se
exclusivamente por suas paixões mesquinhas, suas superstições, seus
costumes,
suas tradições e teorias sen- timentais: são escravos da divisão dos
partidos
que se opõem a qualquer harmonia razoável. Toda decisão da multidão
depende
duma maioria ocasional ou, pelo menos, superficial; na sua ignorância
dos
segredos políticos, a multidão toma resoluções absurdas; e uma espécie
de
anarquia arruína o governo.
A
política nada tem de comum com a moral. O governo que se deixa guiar
pela moral não é político, e, portanto, seu poder é frágil. Aquele
que
quer reinar deve recorrer à astúcia e à hipocrisia. As grandes
qualidades
populares - franqueza e honestidade - são vícios na política,
porque
derrubam mais os reis dos tronos do que o mais poderoso inimigo. Essas
qualidades devem ser os atributos dos países não judeus e não nos
devemos
deixar absolutamente guiar por elas. Nosso fim é possuir a força. A
palavra
"direito" é uma idéia abstrata que nada justifica. Essa palavra
significa simplesmente isto: "Dai-me o que eu quero,
a fim de que eu
possa provar que sou mais forte do que vós".
Onde
começa o direito, onde acaba? Num Estado em que o poder está mal
organizado, em que as leis e o governo se tornam impessoais por causa
dos
inúmeros direitos que o liberalismo criou, veio um novo direito, o de
me
lançar, de acordo com a lei do mais forte, contra todas as regras e
ordens
estabelecidas, derrubando-as; o de por a mão nas leis, remodelando as
instituições e tornando-me senhor daqueles que abandonaram os direitos
que lhes
dava a sua força, renunciando a eles voluntariamente, liberalmente. Em
virtude
da atual fragilidade de todos os poderes, nosso poder será mais
duradouro do
que qualquer outro, porque será invencível até o momento em que estiver
tão
enraizado que nenhuma astúcia o poderá destruir. Do mal passageiro que
ora
somos obrigados a fazer nascerá o bem dum governo inabalável, que
restabelecerá
a marcha regular do mecanismo das existências nacionais perturbadas
pelo
liberalismo. O resultado justifica os meios. Prestamos atenção aos
nossos
projetos, menos quanto ao bom e ao moral do que quanto ao útil e ao
necessário.
Temos
diante de nós um plano, no qual está exposto estrategicamente a
linha de que não nos podemos afastar sem correr o risco de ver
destruído o
trabalho de muitos séculos. Para achar os meios que levam a esse fim, é
preciso
ter em conta a covardia, a instabilidade, a inconstância da multidão,
sua
incapacidade em compreender e discernir as condições de sua própria
vida e de
sua prosperidade. É necessário compreender que a força da multidão é
cega,
insensata, sem raciocínio, indo para a direita ou para a esquerda. Um
cego não
pode guiar outro cego sem levá-lo ao precipício; do mesmo modo, os
membros da
multidão, saídos do povo,- embora dotados de espírito genial, por nada
entenderem de política não podem pretender guiá-la sem perder a nação.
Somente
um indivíduo preparado desde a meninice para a autocracia é
capaz de conhecer a linguagem e a realidade políticas. Um povo entregue
a si
próprio, isto é, aos ambiciosos do seu meio, arruinasse na discórdia
dos
partidos, excitado pela sede do poder, e nas desordens resultantes
dessa
discórdia. É possível às massas populares raciocinar tranqüilamente,
sem
rivalidades intestinas, dirigir os negócios de um país que não podem
ser
confundidos com os interesses pessoais? Poderão defender-se dos
inimigos
externos? É impossível. Um plano, dividido por tantas cabeças quantas
há na
multidão, perde sua unidade, tornando-se ininteligível e irrealizável.
Somente
um autocrata pode elaborar planos vastos e claros, pondo cada
cousa em seu lugar no mecanismo da estrutura governamental. Concluamos,
pois,
que um go- verno útil ao país e capaz de atingir o fim a que se propõe,
deve
ser entregue às mãos dum só indivíduo responsável. Sem o despotismo
absoluto, a
civilização não pode existir ; ela não é obra das massas, mas de seu
guia, seja
qual for. A multidão é um bárbaro que mostra sua barbárie em todas as
ocasiões.
Logo que a multidão se apodera da liberdade, transforma-a em anarquia,
que é o
mais alto grau de barbárie. Vede esses animais embriagados com
aguardente,
imbecilizados pelo álcool, a quem o direito de beber sem limites foi
dados ao
mesmo tempo em que a liberdade. Não podemos permitir que os nossos se
degradem
a esse ponto...
Os
povos Cristãos estão sendo embrutecidos pelas bebidas alcoólicas;
sua juventude está embrutecida pelos estudos clássicos e pela
devassidão
precoce a que a impelem nossos agentes, professores, criados,
governantes de
casas ricas, caixeiros, mulheres públicas nos lugares onde os Cristãos
se
divertem. No número das últimas, incluo também as mulheres de boa
vontade a
devassidão e o luxo das perdidas. Nossa palavra de ordem é: Força e
Hipocrisia.
Somente a força pode triunfar na política, sobretudo se estiver
escondida nos
talentos necessários aos homens de Estado. A violência deve ser um
princípio; a
astúcia e a hipocrisia, uma regra para os governos que não queiram
entregar sua
coroa aos agentes de uma nova força. Esse mal é o único meio de chegar
ao fim,
o bem. Por isso não nos devemos deter diante da corrupção, da velhacada
e da
traição, todas as vezes que possam servir as nossas finalidades.
Em política, é preciso saber tomar a
propriedade de outrem sem hesitar, se por esse meio temos de alcançar o
poder.
Nessa conquista pacífica, nosso Estado tem o direito de substituir os
horrores
da guerra pelas condenações à morte, menos visíveis e mais proveitosas
para
conservar o terror que obriga os povos a obedecerem cegamente. Uma
severidade
justa, mas inflexível, é o maior fator da força dum Estado; não é
somente nossa
vantagem, porém nosso dever, para obter a vitória, seguir esse programa
de
violência e hipocri- sia. Semelhante doutrina, baseada no cálculo, é
tão
eficazes quanto os meios que emprega. Não só por esses meios, mas
também por
essa doutrina de severidade, nós triunfaremos e escravizaremos todos os
governos ao nosso supremo governo. Bastará que se saiba que somos
inflexíveis
para que cesse toda insubordinação.
Fomos
nós os primeiros que, já na Antigüidade, lançamos ao povo as
palavras "Liberdade, Igualdade, Fraternidade", palavras repetidas
tantas vezes pelos papagaios inconscientes que, atraídos de toda a
parte por
essa isca, dela somente tem usado para destruir a prosperidade do
mundo, a
verdadeira liberdade individual, outrora tão bem garantida dos
constrangimentos
da multidão. Homens que se julgavam inteligentes não souberam desvendar
o
sentido oculto dessas palavras, não viram que se contradizem, não
repararam que
não há igualdade na natureza, que nela não pode haver liberdade, que a
própria
natureza estabeleceu a desigualdade dos espíritos, dos caracteres e das
inteligências, tão fortemente submetidos às suas leis; esses homens não
sentiram que a multidão é uma força cega; que os ambiciosos que elege
são tão
cegos em política quanto ela; que o iniciado, por mais tolo que seja,
pode go-
vernar, enquanto que a multidão dos não-iniciados, embora cheia de
gênio, nada
entende da política.
Todas
essas considerações não abrolharam no espírito dos Gentios;
entretanto, é nisso que repousa o princípio dinástico dos governos; o
pai
transmite ao filho os segredos da política, desconhecidos fora dos
membros da
família reinante, a fim de que ninguém os possa trair. Mais tarde, o
sentido da
transmissão hereditária dos verdadeiros princípios da política se
perdeu. O
êxito de nossa obra aumentou. Todavia, no mundo, as palavras "Liberdade,
Igualdade, Fraternidade" puseram em nossas fileiras, por
intermédio de
nossos agentes cegos, legiões inteiras de ho- mens que arvoraram com
entusiasmo
nossos estandartes. Contudo, tais palavras eram os vermes que roíam a
prosperidade dos não-judeus, destruindo por toda a parte a paz, a
tranqüilidade, a solidariedade, minando todos os alicerces de seus
Estados.
Vereis pelo que se segue como isso serviu ao nosso triunfo; isso nos
deu, entre
outras cousas, a possibilidade de obter o triunfo mais importante, isto
é, a
abolição dos privilégios, a própria essência da aristocracia dos
Gentios, o
único meio de defesa que tinham contra nós os povos e as nações.
Sobre
as ruínas da aristocracia natural e hereditária, elevamos nossa
aristocracia da inteligência e das finanças. Tomamos por critério dessa
nova
aristocracia a riqueza, que depende de nós, e a ciência, que é dirigida
por
nossos sábios. Nosso triunfo foi ainda facilitado pelo fato de, nas
nossas
relações com os homens de quem precisamos, sabermos tocar as cordas
mais
sensíveis da alma humana: o cálculo, a avidez, a insaciabilidade dos
bens
materiais, todas essas fraquezas humanas, cada qual capaz de abafar o
espírito
de iniciativa, pondo a vontade dos homens à disposição de quem compra
sua
atividade. A idéia abstrata da liberdade deu a possibilidade de
persuadir ás
multidões que um governo não passa de gerente do proprietário do país,
que é o
povo, podendo-se mudá-lo como se muda de camisa. A removibilidade dos
representantes do povo colocaos à nossa disposição; eles dependem de
nossa
escolha.
Precisamos
que as guerras não dêem, tanto quanto possíveis vantagens
territoriais. Transportada assim, a guerra para o terreno econômico, as
nações
verão a força de nossa supremacia, e tal situação porá ambas as partes
à
disposição de nossos agentes internacionais, que têm milhares de olhos
e que
nenhuma fronteira pode deter. Então, nossos direitos internacionais
apagarão os
direitos nacionais, no sentido próprio da expressão, governando os
povos, do
mesmo modo que o direito civil dos Estados regula as relações entre
seus
súditos.
Os
administradores, escolhidos por nós no povo, em razão de suas
aptidões servis, não serão indivíduos preparados para a administração
do
país.Assim, facilmente se tornarão peões de nosso jogo, nas mãos de
nossos
sábios e geniais conselheiros, de nossos especialistas, educados desde
a
infância para administrar os negócios do mundo inteiro. Sabeis que
nossos
especialistas reuniram as informações necessárias para administrar
segundo
nossos planos, tirando-as das experiências da história e do estudo de
todos os
acontecimentos notáveis. Os Gentios não se guiam pela prática de
observações
imparciais tiradas da história, mas pela rotina teórica, incapaz de
atingir
qualquer resultado real. Por isso, não devemos contar com eles; que se
divirtam
ainda durante algum tempo, vivendo de esperanças ou de novas diversões,
ou
ainda da saudade dos divertimentos que tiveram. Deixemo-los acreditar
na
importância das leis científicas que lhes inculcamosmeras teorias.
É
com esse fim que constantemente aumentamos por intermédio de nossa
imprensa sua confiança cega nessas leis. A classe intelectual dos
Gentios
ficará cheia de orgulho com esses conhecimentos, e sem os examinar
logicamente,
porá em ação todos os dados dessa ciência reunidos pelos nossos agentes
para
guiar seu espírito pelo rumo que precisamos. Não julgueis nossas
afirmações sem
base; reparai no êxito que soubemos criar para o Darwinismo, o
Marxismo, o
Nietzchismo. Pelo menos para nós, a influência deletéria dessas
tendências deve
ser evidente. Temos necessidade de contar com as idéias, os caracteres,
as
tendências modernas dos povos para não cometermos erros na política e
na
administração dos negócios. Nosso sistema, cujas partes podem ser
expostas
diferentemente segundo os povos que encontremos em nosso caminho,
somente pode
dar resultado se sua aplicação for baseada nos resultados do passado
confrontados com o presente.
Os
Estados modernos possuem uma grande força criadora : a imprensa. O
papel da imprensa consiste em indicar as reclamações que se dizem
indispensáveis, dando a conhecer as reclamações do povo, criando
descontentes e
sendo seu órgão. A imprensa encarna a liberdade da palavra. Mas os
Estados não
souberam utilizar essa força e ela caiu em nossas mãos. Por ela,
obtivemos
influência, ficando ocultos; graças a ela, ajuntamos o ouro em nossas
mãos, a
despeito das torrentes de sangue e de lágrimas que nos custou
conseguí-lo...
Resgatamos isso, sacrificando muitos dos nossos. Cada uma de nossas
vítimas,
diante de Deus, vale milhares de Gentios.
Posso
hoje vos anunciar que estamos perto do fim. Ainda um pouco de
caminho e o círculo da Serpente Simbólica, que representa nosso povo,
será
encerrado. Quando esse círculo se encerrar, todos os Estados estarão
dentro
dele, fortemente emoldurados. O equilíbrio constitucional será em breve
destruído, porque o temos falseado, a fim de que não cesse de
inclinar-se para
um lado e outro até gastar-se completamente. Os Gentios julgavam ter
construído
bem solidamente esse equilí- brio e esperavam que os pratos da balança
continuassem no mesmo nível. Mas, infelizmente para os Gentios, as
pessoas
reinantes são rodeadas por seus prepostos, que fazem tolices e se
deixam levar
pelo seu poder sem controle e sem responsabilidade. Devem esse poder ao
terror
que reina nos palácios.
As
pessoas reinantes, não tendo mais contacto com seu povo, nada podem
concertar com ele, fortalecendo-se contra os indivíduos que aspiram ao
poder. A
força clarividente das pessoas reinantes e a força cega do povo
dividida por
nós, perderam sua importância; separadas, são tão cegas como um cego
sem o seu
bordão. Para impelir os ambiciosos a abusar do poder, opusemos umas às
outras
todas as forças, desenvolvendo todas as suas tendências liberais para a
independência... Encorajamos para esse fim todas as tendências, armamos
todos
os partidos e fizemos do poder o alvo de todas as ambições.
Transformamos os
Estados em arenas onde reinam os distúrbios... Dentro de pouco tempo,
as
desordens e bancarrotas surgirão por toda a parte. Os falastrões
inesgotáveis transformaram
as sessões dos parlamentos e as reuniões administrativas em prélios
oratórios.
Jornalistas audaciosos e panfletários cíni- cos atacam diariamente o
pessoal
administrativo.
Os
abusos do poder, finalmente, prepararão a queda de todas as
instituições,
e tudo será destruído pela multidão enlouquecida. Os povos estão mais
escravizados ao trabalho pesado do que no tempo da servidão e da
escravidão. É
possível livrar-se de um modo ou de outro da escravidão e da servidão.
É
possível compactuar com ambas. Mas é impossível livrar-se da miséria.
Os
direitos que inscrevemos nas constituições são fictícios para as
massas; não
são reais. Todos esses pretensos. "direitos do povo" somente podem
existir no espírito e são para sempre irrealizáveis. Que vale para o
proletário
curvado sobre seu trabalho, esmagado pela sua triste sorte, o direito
dado aos
falastrões de falar, ou o direito concedido aos jornalistas de escrever
toda
espécie de absurdos misturados
com cousas
sérias, desde que o proletariado não tira das constituições outras
vantagens
senão as miseráveis migalhas que lhe lançamos de nossa mesa em troca
dum
sufrágio favorável às nossas prescrições, aos nossos prepostos e aos
nossos
agentes? Para o pobre diabo, os direitos republicanos são uma ironia
amarga: a
necessidade dum trabalho quase cotidiano não lhe permite gozá-los; em
compensação, tiram-lhe a garantia dum ganho constante e certo, pondo-o
na
dependência das greves, dos patrões e dos camaradas.
Sob
a nossa direção, o povo destruiu a aristocracia, que era sua
protetora e sua ama de leite natural, porque seu interesse era
inseparável do
interesse do povo. Agora que a aristocracia foi destruída, ele caiu sob
o jugo
dos desembargadores, dos velhacos enriquecidos, que o oprimem de modo
impiedoso. Nós aparecemos ao operário como os libertadores desse jugo,
quando
lhe propusermos entrar nas fileiras do exército de socialistas,
anarquistas e
comunistas que sempre sustentamos sob o pretexto de solidariedade entre
os
membros de nossa franco-maçonaria social. A aristocracia, que gozava de
pleno
direito do trabalho dos operários, tinha interesse em que os
trabalhadores
estivessem fartos, fossem sadios e fortes.
Nosso
interesse, ao contrário, é que os Gentios degenerem. Nosso poder
reside na fome crônica, na fraqueza do operário, porque tudo isso o
escraviza à
nossa vontade, de modo que ele fique sem poder, força e energia de se
opor a
ela. A fome dá ao capital mais direito sobre o operário do que a
aristocracia
recebia do poder real e legal. Pela miséria e o ódio invejoso que dela
resulta,
manobramos as multidões e nos servimos de suas mãos para esmagar os que
se
oponham aos nossos desígnios. Quando chegar a hora de ser coroado nosso
soberano universal, essas mesmas mãos varrerão todos os obstáculos que
se lhe anteponham.
Os
Gentios perderam o hábito de pensar fora de nossos conselhos
científicos. Por
isso, não enxergam a
necessidade urgente de fazer o que nós faremos, quando chegar o nosso
reinado,
isto é, ensinar nas escolas primárias a primeira de todas as ciências,
a única
verdadeira das ciências da ordem social, da vida humana, da existência
social,
que exige a divisão do trabalho, e, por conseguinte, a
divisão dos
homens em classes e condições. É preciso que cada um saiba que não pode
existir
igualdade em virtude das diversas atividades a que cada qual é
destinado; que
todos não podem ser igualmente responsáveis perante a lei; que, por
exemplo, a
responsabilidade não é a mesma naquele que, pelos seus atos, compromete
toda
uma classe, e naquele que somente atinge a sua honra.
A
verdadeira ciência da ordem social, em cujo segredo não admitimos os
Gentios, mostraria a todos que o lugar e o trabalho de cada um devem
ser
diferentes, para que não haja uma fonte de tormentos em conseqüência da
falta
de corres- pondência entre a educação e o trabalho. Estudando essa
ciência, os
povos obedece- rão de boa vontade aos poderes e à ordem social
estabelecida por
eles no Estado. Ao contrário, no estado atual da ciência, tal qual a
fizemos, o
povo, acreditando cegamente na palavra impressa, em conseqüência dos
erros
insinuados à sua ignorância, é inimigo de todas as condições que julga
acima
dele, porque não compreende a impor- tância de cada condição. Essa
inimizade
aumentará ainda em virtude da crise econômica que acabará por parar as
operações da Bolsa e a marcha da indústria.
Quando
criarmos, graças aos meios ocultos de que dispomos por causa do
ouro, que se acha totalmente em nossas mãos, uma crise econômica geral,
lançaremos à rua multidões de operários, simultaneamente, em todos os
países da
Europa. Estas massas terão então o prazer de atacar aqueles que na sua
ignorância têm invejado desde a infância; derramarão o seu sangue e
poderão
então confiscar os seus bens. Elas não tocarão nos nossos, porque
conheceremos
de antemão o momento do ataque e tomaremos medidas acauteladoras.
Afirmamos que
o progresso submeteria todos os Gentios ao reinado da razão. Será esse
o nosso
despotismo, que saberá acalmar todas as agitações com justas
severidades,
extirpando o liberalismo de todas as instituições.
Quando
o povo viu que lhe faziam tantas concessões e complacências em
nome da liberdade, julgou que era amo e senhor, e se lançou sobre o
poder;
porém, naturalmente, foi de encontro, como um cego, a muitos
obstáculos; pôs-se
a procurar um guia, não teve a idéia de voltar ao antigo e depôs todos
os
poderes aos nossos pés. Lembrai-vos da revolução francesa, a que demos
o nome
de "grande"; os segredos de sua preparação nos são bem conhecidos,
porque ela foi totalmente a obra de nossas mãos. Desde então, levamos o
povo de
decepção em decepção, a fim de que renuncie mesmo a nós, em proveito do
reidéspota do sangue de Sião, que preparamos para o mundo.
Atualmente
somos invulneráveis como
força internacional, porque quando nos atacam em um Estado, somos
defendidos
nos outros. A infinita covardia dos povos cristãos, que rastejam diante
da
força, que são impiedosos para a fraqueza e para os erros, porém
indulgentes
para os crimes, que não querem suportar as contradições da liberdade,
que são pacientes
até o martírio diante da violência dum despotismo ousado, tudo isso
favorece
nossa independência.
Sofrem
e suportam dos primeiros ministros
de
hoje abusos pelo
menor dos quais
teriam decapitado vinte
reis. Como explicar tal fenômeno e tal incoerência das
massas populares
em face dos acontecimentos que parecem da mesma natureza? Esse fenômeno
se
explica pelo fato de fazerem esses ditadores - primeiros ministros -
dizerem
baixinho ao povo que, se causam mal aos Estados, isto é com o fito de
realizar
a felicidade dos povos, sua fraternidade internacional, a
solidariedade, os
direitos iguais para todos. Naturalmente, não se lhe diz que essa
unidade será
feita sob nossa autoridade. E eis como o povo condena os justos e
absolve os
culpados, persuadindo-se cada vez mais que pode fazer o que lhe der na
veneta.
Nessas condições, o povo destrói toda estabilidade e cria desordens a
cada
passo.
A
palavra "liberdade" põe as sociedades humanas em luta
contra toda força, contra todo poder, mesmo o de Deus e o da natureza.
Eis
porque, no nosso domínio, excluiremos essa palavra do vocabulário
humano por
ser o princípio da brutalidade que transmuda as multidões em animais
ferozes. É
verdade que essas feras adorme- cem logo que se embriagam com sangue,
sendo,
então, fácil encadeá-las. Mas se não lhes der sangue, não adormecem e
lutam.
Toda
república passa por diversas fases. A primeira compreende os
primeiros dias de loucura dum cego que se atira para a direita e para a
esquerda. A segunda é a da demagogia, de onde nasce a anarquia; depois
vem
inevitavelmente o despotismo, não um despotismo legal e franco, mas um
despotismo invisível e ignorado, todavia sensível; despotismo exercido
por uma
organização secreta, que age com tanto menos escrúpulo quanto se
acoberta por
meio de diversos agentes, cuja substituição não só a não a prejudica,
como a
dispensa de gastar seus recursos, recompensando longos serviços. Quem
poderá
derrubar uma força invisível?
Nossa
força é assim. A franco-maçonaria externa serve unicamente para
cobrir nossos desígnios; o plano de ação dessa força, o lugar que
assiste, são
inteiramente ignorados do público. A própria liberdade poderia ser
inofensiva e
existir no Estado, sem prejudicar a liberdade dos povos, se repousasse
nos princípios
da crença em Deus, na fraternidade humana, fora da idéia de igualdade
contrariada pelas próprias leis da criação, que estabelecem a
subordinação. Com
tal fé, o povo se deixaria governar pela tutela das pa- róquias e
marcharia
humilde e tranqüilo sob a direção de seu pastor espiritual, submetido à
distribuição divina dos bens deste mundo. Eis porque é preciso que
destruamos a
fé, que arranquemos do espírito dos cristãos o próprio princípio da
Divindade e
do Espírito, a fim de substituí-lo pelos cálculos e pelas necessidades
materiais. Para que os espíritos dos cristãos não tenham tempo de
raciocinar e
observar, é necessário distraí-los pela indústria e pelo comércio.
Desse modo,
todas as nações procurarão suas vantagens e, lutando cada uma pelos
seus
interesses, não notarão o inimigo comum.
Mas
para que a liberdade possa, assim, desagregar e destruir
completamente a sociedade dos Gentios, é preciso fazer da especulação a
base da
in- dústria. Desta forma, nenhuma das riquezas que a indústria tirar da
terra
ficará nas mãos dos industriais, mas serão sorvidas pela especulação,
isto é,
cairão nas nossas burras. A luta ardente pela supremacia, os choques da
vida
econômica criarão e já criaram sociedades desencantadas, frias e sem
coração.Essas sociedades terão uma profunda repugnância pela política
superior
e pela religião. Seu único guia será o cálculo, isto é, o ouro, pelo
qual terão
verdadeiros cultos, por causa dos bens materiais que pode proporcionar.
Então,
as classes baixas dos Gentios nos seguirão em nossa luta contra a
classe
inteligente dos Gentios no poder, nossos concorrentes, não para fazer o
bem,
nem mesmo para adquirir a riqueza, mas simplesmente por ódio dos pri-
vilegiados.
Que
forma de administração se pode dar a sociedades em que se por toda
parte penetrou a corrupção, em que somente se atinge a riqueza por meio
de
surpresas hábeis que são meias-velhacadas; sociedades em que reina a
licença de
costumes, em que a moralidade somente se agüenta por causa dos castigos
e leis
austeras, não por princípios voluntariamente aceitos; em que os
sentimentos de
Pátria e Religião são abafados por crenças cosmopolitas? Que forma de
governo
dar a essas sociedades se não a despótica, que descreverei mais
adiante?
Regularemos mecanicamente todos os atos da vida pública de nossos
súditos por
novas leis. Essas leis irão retomando uma a uma todas as complacências
e todas
as liberdades demasiadas concedidas pelos Gentios e nosso reinado se
assinalará
por um despotismo tão majestoso que estará em condições, em qualquer
tempo e
lugar, de fazer calar os Gentios que nos queiram fazer oposição e que
estejam
descontentes.
Dir-nos-ão
que o despotismo a que me refiro não está de acordo com os
progressos modernos. Provarei o contrário. Quando o povo considerava as
pessoas
reinantes como pura emanação da Vontade Divina, se submetia sem
murmurar ao
absolutismo dos reis, porém desde o dia em que lhe sugerimos a idéia de
seus
próprios direitos, considerou essas pessoas co- mo simples mortais. A
Unção
Divina caiu da cabeça dos reis, pois que lhe arrancamos a crença em
Deus; a
autoridade passou para a rua, isto é, para um logradouro público, e nós
nos
apoderamos dela. Demais, a arte de governar as massas e os indivíduos
por meio
de uma teoria e duma fraseologia habilmente combinadas pelas regras da
vida
social e por outros meios engenhosos, dos quais os Gentios nada
percebem, faz
também parte de nosso gênio administrativo, educado na análise, na
observação,
em tais sutilezas de concepção que não encontram rivais, pois que não
há
ninguém como nós para conceber planos de ação política e de
solidariedade.
Somente
os Jesuítas nos poderiam igualar nesse ponto, porém nós
conseguimos desacreditá-los aos olhos da plebe ignorante, porque eles
constituíam uma organização visível, enquanto que nós operávamos
ocultamente
por meio de nossa organização secreta. Aliás, que importa ao mundo o
amo que
vai ter? seja o chefe do catolicismo ou nosso déspota do sangue de
Sião? Mas
para nós, que somos o povo eleito, a questão já não é indiferente. Uma
coligação universal dos (povos europeus) Gentios poderia dominar-nos
por algum
tempo, porém estamos garantidos contra esse perigo pelas profundas
sementes de
discórdia que já se não podem mais arrancar de seu coração. Opusemos
uns aos
outros os cálculos individuais e nacionais dos Gentios, seus ódios
religiosos e
étnicos, que há vinte séculos cultivamos.
É
por isso que nenhum governo encontrará auxílio em parte alguma; cada
qual acreditará um acordo contra nós desfavorável a seus próprios
interesses.
Somos muito fortes e é preciso contar conosco. As potências não podem
concluir
o mais insignificante acordo sem que nele tomemos parte. Per me reges
regnant -
"por mim reinam os reis". Nossos profetas nos disseram que fomos
eleitos por Deus mesmo para governar a terra. Deus nos deu o gênio, a
fim de
podermos levar a cabo esse problema. Embora surja um gênio no campo
oposto,
poderá lutar contra nós, mas o recém-vindo não valerá o velho
habitante; a luta
entre nós será sem piedade e tal como nunca o mundo presenciou.
Além disso, os homens de gênio chegariam
tarde. Todas as engrenagens do mecanismo governamental dependem dum
motor que
está em nossas mãos: esse motor é o ouro. A ciência da economia
política,
inventada por nossos sábios, mostranos desde muito tempo o prestígio
real do
ouro. O capital, para ter liberdade de ação, deve obter o monopólio da
indústria e do comércio; é o que já vai realizando a nossa mão
invisível em
todas as partes do mundo. Essa liberdade dará força política aos
industriais e
o povo lhe será submetido. Importa mais, em nossos dias, desarmar os
povos do
que levá-los à guerra; importa mais servir as paixões incandescidas
para nosso
proveito do que acalmá-las; importa mais apoderar-se das idéias de
outrem e comentá-las do que
banilas. O problema capital do nosso governo é enfraquecer o espírito
público
pela crítica; fazerlhe perder o hábito de pensar, porque a reflexão
cria a
oposição; distrair as forças do espírito, em vãs escaramuças de
eloqüência.
Em
todos os tempos, os povos, mesmo os mais simples indivíduos, tomaram
as palavras como realidades, porque se satisfazem com a aparência das
coisas e
raramente se dão ao trabalho de observar se as promessas relativas à
vida
social foram cumpridas. Por isso, nossas instituições terão uma bela
fachada,
que demonstrará elo- qüentemente seus benefícios no que concerne ao
progresso.
Nós nos apropriaremos da fisionomia de todos os partidos, de todas as
tendências e ensinaremos nossos oradores a falarem tanto que toda a
gente se
cansará de ouví-los. Para tomar conta da opinião pública, é preciso
torná-la
perplexa, exprimindo de diversos lados e tanto tempo tantas opiniões
contraditórias que os Gentios acabarão perdidos no seu labirinto e
convencidos
de que, em política, o melhor é não ter opinião. São questões que a
sociedade
não deve conhecer. Só deve conhecê-las quem a dirige. Eis o primeiro
segredo.
O
segundo necessário para governar com êxito consiste em multiplicar de
tal modo os defeitos do povo, os hábitos, as paixões, as regras de
viver em
comum que ninguém possa deslindar esse caos e que os homens acabem por
não se
entenderem mais aos outros. Essa tática terá ainda como efeito lançar a
discórdia em todos os partidos, desunindo todas as forças coletivas que
ainda
não queiram submeter-se a nós; ela desanimará qualquer iniciativa,
mesmo
genial, e será mais poderosa do que os mi- lhões de homens nos quais
semeamos
divergências. Precisamos dirigir a educação das sociedades cristãs de
modo tal
que suas mãos se abatam numa impotência deses- perada diante de cada
questão
que exija iniciativa. O esforço que se exerce sob o regime da liberdade
ilimitada é impotente, porque vai de encontro aos esforços livres de
outros.
Daí nascem dolorosos conflitos morais, decepções e insucessos.
Fatigaremos
tanto os Cristãos com essa liberdade que os obrigaremos a
nos oferecerem um poder internacional, cuja disposição será tal que
poderá, sem
as quebrar, englobar as forças de todos os Estados do mundo e formar o
Governo
Supremo. Em lugar dos governos atuais, poremos um espantalho que se
denominará
Ad- ministração do Governo Supremo. Suas mãos se estenderão para todos
os lados
como pinças e sua organização será tão colossal que todos os povos
terão de se
lhe submeterem.
Criaremos
em breve enormes monopólios, colossais reservatórios de
riquezas, dos quais as próprias fortunas dos Gentios dependerão de tal
modo que
serão por eles devoradas, como o crédito dos Estados no dia seguinte a
uma
catástrofe política. Os senhores economistas aqui presentes devem
considerar a
importância dessa combinação! Precisamos desenvolver por todos os meios
possíveis a importância de nosso Governo Supremo representando-o como
protetor
e remunerador de todos os que se lhe submetam voluntariamente.
A aristocracia dos Gentios desapareceu como
força política e não temos mais que contar com ela; porém como
proprietária de
bens territoriais, poderá prejudicarnos na
medida da independência de seus recursos. É preciso, portanto,
arrancar-lhe as suas terras. O melhor meio para isso é aumentar os
impostos
sobre seus bens de raiz, a fim de endividar a terra. Essas medidas
manterão a
propriedade territorial num estado de absoluta sujeição. Como os
aristocratas
Gentios não sabem, de pais a filhos, se contentar com pouco, serão
rapidamente
arruinados.
Ao
mesmo tempo, devemos proteger fortemente o comércio e a indústria,
sobretudo a especulação, cujo papel é servir de contrapeso à indústria;
sem a
especulação, a indústria multiplicaria os capitais privados e
melhoraria a
agricultura, libertando a terra das dívidas criadas pelos bancos
rurais. É
necessário que a indústria tire à terra o fruto do trabalho, como o do
capital,
que nos dê, pela especulação, o dinheiro de todo o mundo: lançados,
assim, às
fileiras dos proletários, todos os Gentios se inclinarão diante de nós
para
terem ao menos o direito de viver.
Para
arruinar a indústria dos Gentios, desenvolveremos a especulação e
o gosto do luxo, desse luxo que tudo devora. Faremos subir os salários,
que,
entretanto, não trarão proveito aos operários, porque faremos, ao mesmo
tempo,
o encarecimento dos gêneros de primeira necessidade, devido, como
apregoaremos,
à decadência da agricultura e da pecuária; demais, habilmente e
profundamente
subverteremos as fon- tes de produção, habituando os operários à
anarquia e as
bebidas alcoólicas, recorrendo a todas as medidas possíveis para
afastar da
Terra os Gentios inteligentes. Para impedir que essa situação seja
vista
prematuramente sob seu verdadeiro aspecto, mascararemos nossos
verdadeiros
desígnios com o pretenso desejo de servir às classes trabalhadoras e de
propagar os grandes princípios econômicos que atual- mente ensinamos.
O
aumento dos armamentos e do pessoal da polícia é um complemento
imprescindível do plano que estamos expondo. É preciso que não haja
mais, em
todos os Estados, além de nós, senão massas de proletários, alguns
milionários
que nos se- jam dedicados, policiais e soldados. Em toda a Europa, bem
como nos
outros continentes, devemos suscitar agitações, discórdias e ódios. O
proveito
é duplo. Dum lado, manteremos, assim, em res- peito todos os países,
que
saberão que poderemos, à nossa vontade, provocar a desordem ou
restabelecer a
ordem: todos esses países se habituarão, pois, a nos considerar como um
fardo
necessário. Do outro, nossas intrigas embrulharão todos os fios que
estenderemos nos gabinetes governamentais por meio da política, dos
contratos
eco- nômicos e dos compromissos financeiros.
Para
atingir nosso fim, precisaremos dar prova de grande astúcia no
decurso dos entendimentos e negociações; mas no que se chama "a
linguagem
oficial", seguiremos uma tática oposta, parecendo honestos e
conciliadores. De tal modo, os povos e os governos Gentios, que
acostumamos a
olhar somente a face do que lhe apresentamos, mais uma vez nos tomarão
com
benfeitores e salvadores da humanidade. A qualquer oposição, deveremos
estar em
condições de fazer declarar guerra pelos vizinhos da nação que ousar
criar-nos
embaraços; e, se esses próprios vizinhos se lembrarem de se aliar
contra nós,
devemos repelílos por meio duma guerra geral. O mais seguro caminho do
êxito em
política é o segredo de todas as empresas (e intenções); a palavra do
diplomata
não deve concordar com seus atos.
Devemos
obrigar os governos Gentios a obrar de acordo com este plano,
que amplamente concebemos e que já está chegando à sua meta . A opinião
pública
ajudar-nos-á, essa opinião pública que o grande poder, a
imprensa,
secretamente já pôs em nossas mãos. Com efeito, com poucas exceções,
que não
tem importância, a imprensa está toda em nossa dependência. Em uma
palavra,
para resumir nosso sistema de coação dos governos Gentios da Europa,
faremos
ver a um nossa força por meio de atentados, isto é, pelo terror; a
todos, se
todos se revoltarem contra nós, responde- remos com os canhões
americanos,
chineses e japoneses.
Devemos
apropriarnos de todos os instrumentos de que nossos adversários
possam empregar contra nós. Devemos buscar nas sutilezas e delicadezas
da
língua jurídica uma justificação para o caso em que tenhamos de
pronunciar sentenças
que possam parecer muito ousadas e
injustas, porque é mister exprimir essas sentenças em termos que tenham
a
aparência de ser máximas morais muito elevadas,
conservando seu caráter
legal. Nosso regime deve rodear-se de todas as forças da civilização,
no meio
das quais deverá obrar. Rodear-se-á de publicistas, jurisconsultos
experientes,
administradores, diplomatas, enfim, homens preparados por uma educação
superior
especial em esco- las especiais. Esses homens conhecerão todos os
segredos da
existência social, todas as linguagens formadas de letras ou de termos
políticos, todos os bastidores da natureza humana, todas as cordas
sensíveis
que deverão saber tocar.
Essas
cordas são o feitio do espírito dos Gentios, suas tendências,
seus defeitos, seus vícios e suas qualidades, suas particularidades de
classe
ou condição. Fica bem entendido que esses colaboradores de gênio do
nosso
governo não serão tomados entre os Gentios, habituados a fazer seu
trabalho
administrativo sem cuidar de sua utilidade. Os administradores Gentios
assinam
papéis sem ler; servem por interesse ou por ambição. Rodearemos nosso
governo
por uma multidão de economistas. Eis porque as ciências econômicas são
as mais
importantes a serem ensinadas aos judeus.
Rodearnosemos
duma plêiade de banqueiros, industriais, capitalistas, e,
sobretudo milionários, porque, em suma, tudo será decidido pelas
cifras.
Durante certo tempo, até o momento em que não houver mais perigo em
confiar os
postos de responsabilidade de nossos Estados a nossos irmãos judeus,
cofiálosemos a indivíduos cujo passado e cujo caráter sejam tais que
haja um
abismo entre eles e o povo, a homens tais que, em caso de desobediência
as
nossas ordens, não lhe reste outra coisa a esperar senão a condenação
ou o
exílio, a fim de que defenda nossos interesses até o derradeiro alento.
Na
aplicacão de nossos princípios, prestai atenção ao caráter do povo
no meio do qual vos encontrardes e obrardes; uma aplicação geral e
uniforme
desses princípios, antes de refazermos a educação geral do povo, não
logrará
êxito. Mas a- plicando-os prudentemente, vereis que se não passarão dez
anos
para se transformar o caráter mais obstinado e para que contemos mais
um povo
em nossa dependência. Quando nosso reinado chegar, substituiremos nossa
palavra
de ordem - Liberdade, Igualdade e Fraternidade - não por outra palavra
de
ordem, porém pelas mesmas palavras transformadas em idéias; diremos: "Direito
à liberdade, dever de igualdade e ideal de fraternidade."
Agarremos o touro pelos chifres... De fato, já destruímos todos os
governos,
exceto o nosso, embora haja ainda muitos governos de direito.
Nos
dias que correm, se alguns Estados levantam protestos contra nós,
fazem-no pro-fórmula, e por nossa ordem, porque seu antijudaísmo nos é
necessário para governar nossos irmãos menores. Não vos explicarei isso
mais
claramente, porque esse assunto já foi tratado em nossos entendimentos.
Na
realidade, não há mais obstáculos à nossa frente. Nosso Governo Supremo
está em
condições extralegais que é conveniente denominar com um termo forte e
enérgico: ditadura. Posso afirmar conscientemente que somos atualmente
legisladores; pronunciamos as sentenças da justiça, condenamos à morte
e
perdoamos; estamos como chefes de nossas tropas montados no cavalo do
general
comandante.
Governaremos
com mão firme, porque nos apoderamos dos restos dum
partido outrora forte e hoje submetido por nós. Temos nas mãos ambições
desmedidas, muita avidez ardente, vinganças sem piedade. ódios e
rancores. De
nós promana o terror que tudo invade. Temos a nosso serviço homens de
todas as
opiniões, de todas as doutrinas; restauradores de monarquias,
demagogos,
socialistas e comunistas e toda a sorte de utopistas; atrelamos o mundo
inteiro
ao nosso carro: cada qual mina de seu lado os derradeiros restos do
poder,
esforçando-se por derrubar tudo o que ainda se mantém de pé. Todos os
Estados
sofrem com essas perturbações, pedem calma e estão dispostos a tudo
sacrificar
pela paz; mas nós não lhes daremos
a paz, enquanto
não reconhecerem
nosso Governo
Supremo, abertamente e humildemente.
O
povo se pôs a gritar que é necessário resolver a questão social por
meio dum acordo internacional. A divisão do povo em partidos pôs todos
esses
partidos à nossa disposição, porque para sustentar sua luta de emulação
é
preciso dinheiro e nós é que temos todo o dinheiro. Poderíamos recear a
aliança
da força inteligente das pessoas reinantes com a força cega do povo,
mas
tomamos todas as medidas possíveis contra essa eventuali- dade: entre
essas
duas forças erguemos a parede do medo recíproco. Deste modo, a força
cega do
povo é nosso apoio e seremos os únicos a guiá-la; saberemos dirigi-la
com segurança
para os nossos fins. A fim de que a mão do cego não possa repelir a
nossa
direção, devemos estar de tempos em tempos em comunicação direta com
ele, senão
pessoalmente, pelo menos por meio de nossos mais fiéis irmãos. Quando
formos um
poder reconhecido, conversaremos nós mesmos com o povo nas praças
públicas e o
instruiremos sobre as questões políticas, nos sentidos que julgamos
necessários.
Como
verificar o que lhe for ensinado nas escolas de aldeia? O que
disser o enviado do governo ou a própria pessoa reinante não poderá
deixar de
ser logo conhecido em todo o Estado, porque será depressa espalhado
pela voz do
povo. Para não destruir prematuramente instituições dos Gentios, temos
tocado
nelas com habilidade, tomando em nossas mãos as molas de seu mecanismo.
Essas
molas estavam dispostas numa ordem severa, mas justa; substituímo-la
pela
arbitrariedade desordenada. Tocamos na jurisdição, as eleições, na
imprensa, na
liberdade individual, e, sobretudo, na instrução e na educação, que são
as
pedras angulares da existência livre.
Mistificamos,
embrutecemos e corrompemos a mocidade cristã por meio
duma educação fundada em princípios e teorias que sabemos falsos e que
são
inspirados por nós. Por cima das leis existentes, sem mudálas de modo
essencial, porém somente as desfigurando por interpretações
contraditórias,
obtivemos resultados prodigiosos. Esses resultados manifestaram-se ao
princípio
em comentários que mascararam as leis e, em seguida, completamente as
esconderam dos olhos dos governos incapazes de se orientarem numa
legislação
embrulhada. Daí a teoria do tribunal da consciência. Dizeis que se
rebelarão de
armas em punho contra nós, se, antes de tempo, ou tarde, se aperceberem
da
manobra, mas nesse caso, nos países ocidentais, lançaremos mão duma
manobra tão
terrível que as almas mais corajosas tremerão: os metropolitanos já
estarão
construídos em todas as capitais e fálosemos ir pelos ares com todas as
organizações e documentos de todos os Estados.
Começo
agora repetindo o que já disse e peçovos que vos lembreis que os
governos e os povos somente vêem a aparência das cousas.E como poderiam
deslindar seu sentido íntimo, se seus representantes pensam, acima de
tudo, em
se divertirem? Importa muito para nossa política conhecer esse
pormenor;
sernosá de grande auxílio, quando passarmos à discussão da divisão do
poder, da
liberdade de palavra, de imprensa, de consciência, do direito de
associação, da
igualdade em face da lei, da inviolabilidade da propriedade, da
habitação, do
imposto, da força retroativa das leis.
Todas
essas questões são de tal natureza que nunca se deve tocar nelas
direta e claramente diante do povo. No caso em que for necessário
abordálas, é
preciso não as enumerar, porém declarar em bloco que os princípios do
direito
moderno serão reconhecidos por nós. A importância dessa reticência
consiste no
seguinte: um princípio não especificado deixanos a liberdade de excluir
isto ou
aquilo, sem que dêem pela cousa, enquanto que, enumerando, temos que
aceitar o
que for enumerado sem reserva. O povo tem um amor especial e uma grande
estima
pelos gênios políticos e responde-a todos os atos de violência com as
palavras:
"É um canalha, bem canalha, mas que habilidade!... Foi uma esperteza,
mas
bem feita, e como é insolente!".
Contamos
atrair todas as nações para a construção dum novo edifício
fundamental, cujo plano traçamos. Eis porque precisamos, antes de tudo,
fazer
provisão de audácia e presença de espírito, qualidades que, na pessoa
de nossos
atores destruirão todos os obstáculos que se anteponham em nosso
caminho.
Quando tivermos dado o nosso golpe de Estado, diremos aos povos: "Tudo
ia
horrivelmente mal, todos sofreram mais do que aquilo que se pode
suportar.
Destruímos as causas de vossos tormentos, as nacionalidades, as
fronteiras, as
diversidades de moedas. Sem dúvida, tendes a liberdade de nos jurar
obediência,
mas podeis fazê-lo com justiça antes de experimentar o que vos damos?"
Então eles nos exaltarão e carregarão em triunfo com um entusiasmo
unânime de
esperanças. O sufrágio universal que criamos para ser o instrumento de
nossa
elevação e ao qual habituamos as mais ínfimas unidades de todos os
membros da
humanidade pelas reuniões de grupos e pelos conchavos, desempenhará
pela última
vez seu papel para exprimir o unânime desejo de a huma nidade em nos
conhecer
de mais perto antes de nos julgar.
Para
isso, precisamos levar toda a gente ao sufrágio universal, sem
distinção de classe e de censo eleitoral, a fim de estabelecer o
despotismo da
maioria que não se pode obter das classes censitárias inteligentes.
Tendo,
assim, habituada toda a gente a idéia de seu próprio valor,
destruiremos a
importância da família cristã e seu valor educativo, deixaremos que se
produzam
individualidades que a multidão, guiada por nós, não permitirá que se
faça
notar, nem mesmo que fale; estará acostumada a ouvir somente a nós, que
lhe
pagamos sua obediência e atenção. Desta sorte, faremos do povo uma
força tão
cega que, em toda a parte, só se poderá mover guiada pelos nossos
agentes,
postos em lugar de seus chefes naturais.
Submeter-se-á
a esse regime, porque saberá que desses novos chefes
dependerão seus ganhos, os dons gratuitos e toda a espécie de bens. Um
plano de
governo deve sair pronto duma única cabeça, porque seria incoerente, se
diversos
espíritos tomassem a si a tarefa de estabelecê-lo. Por isso, devemos
conhecer
um plano de ação, mas não discuti-lo, a fim de não quebrar seu caráter
genial,
a ligação entre suas várias partes, a força prática e a significação
secreta de
cada um de seus pontos. Se o sufrágio universal o discutir e modificar,
guardará o vestígio de todas as falsas concepções dos espíritos que não
terão
penetrado a profundeza e a ligação dos desígnios. É necessário que
nossos
planos sejam fortes e bem concebidos.
Por
essa razão, não devemos lançar o trabalho genial de nosso chefe aos
pés da multidão, nem mesmo desvendá-lo a um agrupamento restrito. Esses
planos
não derrubarão no momento as instituições modernas. Mudarão somente a
sua
economia, e, por conseguinte, todo o seu desenvolvimento, que, assim,
se
orientarão de acordo com nossos projetos. As mesmas cousas mais ou
menos
existem em todos os países com nomes diferentes: a Representação, os
Ministérios, o Senado, o Conselho de Estado, o Corpo Legislativo e o
Corpo Executivo.
Não
preciso explicarvos o mecanismo das relações entre essas
instituições, porque o conheceis bastante; notai somente que cada qual
dessas
instituições corresponde a alguma função importante do Estado e peçovos
notar
ainda que é a função e não a instituição em si que considero
importante;
portanto, não são as instituições que são importantes, porém suas
funções. As
instituições dividiram entre si todas as funções do governo: funções
administrativas, legislativas,
executivas.
Por isso elas trabalham no organismo do Estado como os órgãos no corpo
humano.
Se prejudicarmos uma parte da máquina do Estado, o Estado ficará
doente, como o
corpo humano, e morrerá. Quando introduzimos no organismo
do Estado o
veneno do liberalismo, toda a sua constituição política foi mudada: os
Estados
caíram doentes com uma doença mortal: a decomposição do sangue; não
resta mais
do que esperar o fim de sua agonia.
Do
liberalismo nasceram os governos constitucionais, que substituíram,
para os Gentios, a autocracia salutar, e a constituição, como bem o
sabeis, não
é mais do que uma escola de discórdias, de desinteligência, de
discussões, de
dissentimentos, de agitações estéreis dos partidos; em uma palavra, é a
escola
de tudo o que faz com que um Estado perca sua individualidade e sua
personalidade.A tribuna, assim como a imprensa, condenou os governos à
inação e
a fraqueza; tornou-os pouco necessários, inúteis; é isso que explica
que sejam
derrubados.
A
era republicana se tornou, então, possível, quando substituímos o
governante por uma caricatura de governo, por um presidente tomado na
multidão,
no meio de nossas criaturas, de nossos escravos. Aí está o fundo da
mina que
cavamos sob o povo dos Gentios, ou melhor, sob os povos Gentios. Em um
futuro
próximo, criaremos a responsabilidade dos presidentes. Então, faremos
passar
sem grande esforço cousas, cuja responsabilidade caberá a nossa
criatura. Que
nos importa que as fileiras daqueles que aspiram ao poder se tornem
mais raras,
que produzam, por falta de presidentes capazes, embaraços que
desorganiza em
completamente o país?
Para
chegar a esse resultado, maquinaremos a eleição de
presidentes que tenham em seu passado uma tara oculta,
algum
"panamá". O receio de revelações, o desejo próprio a cada homem que
chega ao poder de conservar seus privilégios, vantagens e honras
ligadas à sua
condição, fará com que sejam fiéis executores de nossas ordens. A
câmara dos
deputados cobrirá, defenderá, elegerá presidente, porém nós lhe
retiraremos o
direito de propor leis, de modificá-las; esse direito será atribuído ao
presidente responsável, que se tornará mero joguete em nossas mãos.
O
poder do governo se tornará, sem dúvida, o alvo de todos os ataques.
Nós lhe daremos para sua defesa o direito de apelo à decisão do povo,
sem ser
pelo intermédio de seus representantes, isto é, recorrendo ao nosso
servidor
cego, a maioria. Daremos, além disso, ao presidente o direito de
declarar
guerra. Fundamentaremos este último direito, dizendo que o presidente,
como
chefe das forças armadas do país, deve ter ao seu dispor, para defender
a nova
constituição republicana, todas elas, pois será o representante
responsável
dessa constituição. Nessas condições, o chefe do santuário estará em
nossas
mãos e ninguém, ex- ceto nós, dirigirá mais a força legislativa.
Demais, retiraremos à câmara, introduzindo na
nova constituição republicana o direito de interpelação sob o pretexto
de
salvaguardar o segredo político. Restringiremos pela nova constituição
o número
dos representantes ao mínimo, o que terá por efeito diminuir tanto as
paixões
políticas quanto a paixão pela política. Se contra toda expectativa,
elas
despertarem mesmo nesse pequeno número de representantes,
reduzi-lo-emos a
nada, apelando para a maioria do povo. Do presidente dependerá a
nomeação dos
presidentes e vice-presidentes da Câmara e do Senado. Em lugar das
sessões
parlamentares constantes, limitaremos a reunião dos Parlamentos a
alguns meses.
Além disso, o presidente, como chefe do poder executivo, terá o direito
de
convocar ou dissolver o parlamento, e no caso de dissolução, de adiar a
nova
convocação.
Mas,
para que as conseqüências de todos esses atos, na realidade
ilegais, não recaiam sobre a responsabilidade do presidente,
estabelecidas por
nós, o que prejudicaria nossos planos, sugerimos aos ministros e aos
outros
funcionários que rodeiem o presidente a idéia de passar por cima de
suas
disposições com as medidas que eles próprios tomem; deste modo, ficarão
responsáveis em seu lugar. Aconselhamos confiar esse papel, sobretudo
ao Senado,
ao Conselho de Estado, ao Conselho de Ministros, de preferência a um
indivíduo
só. O presidente interpretará, dócil ao nosso desejo, as leis
existentes, que
possam ser interpretadas diferentemente; anulalas-á, quando lhe
apontarmos essa
necessidade; terá o direito de propor leis provisórias e até nova
reforma da
constituição, com o pretexto do supremo bem do Estado.
Essas
medidas nos darão o meio de destruir pouco a pouco, passo a
passo, tu- do o que , a princípio, quando de nossa tomada do poder,
formos
forçados a introduzir nas constituições dos Estados; passaremos daí,
imperceptivelmente, à supressão de toda a constituição, quando chegar a
hora de
reunir todos os governos sob a nossa autocracia. O reconhecimento de
nossa
autocracia pode ocorrer antes da supressão da constituição, se os povos
fatigados pelas desordens e pela frivolidade de seus governantes
exclamarem:
"Expulsaios e dainos um rei universal para que nos possa reunir e
destruir
as causas de nossas discórdias: as fronteiras das nações e religiões,
os
cálculos dos Estados; um rei que nos dê a paz e o repouso que não
podemos (e
pudemos) obter com nossos governantes e representantes!".
Vós
mesmo sabeis muito bem que, para tornar possíveis tais desejos, é
preciso perturbar constantemente, em todos os países, as relações entre
o povo
e o governo, a fim de cansar todos pela desunião, pela inimizade, pelo
ódio,
mesmo pelo martírio, pela fome, pela inoculação de doenças, pela
miséria, a fim
de que os Gentios não vejam outra salvação senão recorrer à nossa plena
e
definitiva sabedoria. Se dermos aos povos tempo para respirar, talvez
jamais se
apresente a ocasião favorável.
O
conselho de Estado será preposto a sublinhar o poder do governo; sob
a aparência dum corpo legislativo, será, na realidade, uma comissão de
redação
das leis e decretos do governante. Eis aqui o programa da nova
constituição que
elaboramos. Criaremos a lei, o direito e o tribunal: 1)sob a forma de
propostas
ao corpo legislativo; 2) por decretos do presidente sob a forma de
ordens
gerais, por atos do Senado e decisões do Conselho de Estado, sob a
forma de
ordens ministeriais; 3) no caso em que seja oportuno, sob a forma de
golpe de
Estado.
Agora
que, aproximadamente, estabelecemos esse modus agendi,
ocupemo-nos das medidas que nos servirão para rematar a transformação
do Estado
no sentido que já expusemos. Refiro-me à liberdade de imprensa, ao
direito de
associação, à liberdade de consciência, ao princípio eletivo e a muitas
ou-
tras coisas que deverão desaparecer do repertório ou serem radicalmente
mudadas, quando for proclamada a nova constituição. Somente nesse
momento
sernosá possível publicar ao mesmo tempo todas as nossas ordens. Em
seguida,
toda mudança sensível será perigosa e eis porque: se essa mudança se
operar num
sentido de rigorosa severidade, pode desencadear o desespero provocado
pelo
receio de novas modificações do mesmo teor; se pelo contrário, se
operar no
sentido de complacências ulteriores, dirse-á que reconhecemos nossos
erros e
isto empanará a auréola de infalibilidade do novo poder ou dirão que
tivemos
medo e fomos obrigados a concessões que ninguém nos agradecerá, porque
as
julgarão devidas...
Num
e noutro caso, ficaria prejudicado o prestígio da nova
constituição. Queremos que, no próprio dia de sua proclamação, quando
os povos
estiverem mergulhados no terror e na perplexidade, queremos que nesse
momento,
reconheçam que somos tão fortes, tão invulneráveis, tão poderosos que
não
fazemos o menor caso deles; que, não somente não daremos atenção às
suas
opiniões e aos seus desejos, mas estaremos prontos e preparados, com
indiscutível autoridade, para reprimir qualquer expressão, qualquer
manifestação desses desejos e opiniões; que nos apoderamos de uma só
vez de
tudo o que precisávamos e que, em caso algum, partilharemos com eles
nosso
poder. Então, fecharão os olhos e esperarão os acontecimentos.
Os
Gentios são um rebanho de carneiros e nós somos os lobos! E bem
sabeis o que acontece aos carneiros quando os lobos penetram no redil!
Fecharão
ainda os olhos sobre tudo o mais, porque nós lhes prometeremos
restituir todas
as liberdades confiscadas, quando se aquietarem os inimigos da paz e os
partidos forem reduzidos à impotência. É inútil dizer que esperará
muito tempo
esse recuo ao passado...
Para
que teríamos inventado e inspirado aos Gentios toda essa política,
sem lhes dar os meios de penetrá-la, para que, senão para alcançar
secretamente
por não poder, como raça dispersa, alcançar diretamente? Isso serviu de
base à
nossa organização da franco-maçonaria secreta, que ninguém conhece e
cujos
desígnios não são sequer suspeitados pelos tolos Gentios, atraídos por
nós ao
exército visível das lojas, a fim de desviar os olhares de seus
próprios
irmãos. Deus nos deu, a nós, seu povo eleito, a dispersão e, nessa
fraqueza de
nos- sa raça se encontra a força que nos trouxe hoje ao limiar do
domínio
universal. Resta-nos pouca coisa a edificar sobre esses alicerces.
Definiremos
da seguinte maneira a palavra "liberdade", que pode
ser interpretada de vários modos: A liberdade é o direito de fazer o
que a lei
permite. Tal interpretação da palavra liberdade nos tempos que vão vir
fará com
que toda liberdade esteja nas nossas mãos, porque as leis destruirão ou
criarão
o que nos for agradável, segundo o programa que já expusemos. Com a
imprensa,
agiremos do seguinte modo. Que papel desempenha agora a imprensa? Serve
para
acender as paixões ou conservar o egoísmo dos partidos. Ela é vã,
injusta e
mentirosa e a maioria das pessoas não compreende absolutamente para que
serve.
Nós lhe poremos sela e fortes rédeas, fazendo o mesmo com todas as
obras
impressas, porque de que serviria nos desembaraçarmos da imprensa, se
servíssemos de alvo à brochura e ao livro?
Transformaremos
a publicidade, que hoje nos custa caro, porque nos
permite censurar os jornais, em uma fonte de renda para nosso Estado.
Criaremos
um imposto especial sobre a imprensa. Exigiremos uma caução, quando se
fundarem
os jornais ou oficinas de impressão. Assim, nosso governo ficará
garantido
contra qualquer ataque da imprensa. Oportunamente, aplicaremos multas
sem
piedade. Selos, cauções e multas darão enorme renda ao Estado. É
verdade que os
jornais de partido poderiam ficar acima dos prejuízos em dinheiro; mas
os
suprimiremos logo ao segundo ataque. Ninguém tocará impunemente a
auréola de
nossa infalibilidade governamental.
Pretextaremos,
para suprimir um jornal, que ele agita os espíritos sem
motivo e sem razão. Peçovos notar que, entre os jornais que nos
atacarem, haverá
órgãos criados por nós, os quais atacarão somente os pontos, cuja
modificação
nós desejarmos. Nada será comunicado à sociedade sem nosso controle.
Esse
resultado já foi alcançado em nossos dias, porque todas as notícias são
recebidas por diversas agências, que as centralizam de toda a parte do
mundo.
Essas
agências estarão, então, inteiramente em nossas mãos e só
publicarão o que consentirmos. Se no momento atual, já soubemos
apoderar-nos
dos espíritos das sociedades cristãs de tal modo que todos olham os
acontecimentos mundiais através dos vidros de cor dos óculos que lhes
pusemos
nos olhos, se já, em nenhum Estado, não há mais fechaduras que nos
impeçam o
acesso de que os Gentios tolamente denominam segredos de Estado, o que
será
quando formos os
donos reconhecidos do
universo sob o domínio de nosso rei universal...?
Quem
quer que deseje ser editor, bibliotecário ou impressor, será
obrigado a obter um diploma, o qual, no caso de seu possuidor se tornar
culpado
dum malefício qualquer, será imediatamente confiscado. Com tais
medidas, o
instrumento do pensamento se tornará um meio de educação nas mãos de
nosso
governo, o qual não permitirá mais as massas populares divagarem sobre
os
benefícios do progresso. Quem é que, entre nós, não sabe que esses
benefícios
ilusórios levam diretamente a sonhos absurdos? Desses sonhos se
originaram as
relações anárquicas dos homens entre si e com o poder, porque o
progresso, ou
melhor, a idéia do progresso foi que deu a
idéia de todas as emancipações, sem fixar os seus limites... Todos
aqueles que
chamamos liberais são anarquistas, senão de fato, pelo menos de
pensamento.
Cada qual deles busca as ilusões da liberdade e cai na anarquia,
protestando
pelo simples prazer de protestar.
Voltemos
à imprensa. Nós a gravaremos, como tudo quanto se imprima, com
impostos em selo a tanto por folha ou página, e com garantias; os
volumes de
menos de 30 páginas serão tributados com o dobro. Registrá-los-emos na
categoria das brochuras, primeiro para reduzir o número de revistas,
que são o
pior dos venenos, segundo porque essa medida obrigará os escritores a
produzirem obras muito longas, que serão pouco lidas, sobretudo por
causa de
seu custo. Pelo contrário, o que nós editarmos para muitos espíritos,
na
tendência que tivermos estabelecido, será barato e lido por toda a
gente. O
imposto matará o vão desejo de escrever e o temor da punição porão os
literatos
na nossa dependência. Se houver quem deseje escrever contra nós, não
haverá
ninguém que imprima.
Antes
de aceitar uma obra para imprimir, o editor ou impressor
consultará as au- toridades a fim de obter a necessária autorização.
Deste
modo, conheceremos de antemão as emboscadas que nos armem e as
destruiremos,
dando explicações com antecedência sobre o assunto tratado. A
literatura e o
jornalismo são as duas forças educativas mais importantes; por isso,
nosso
governo será proprietário da maioria dos jornais. Assim, a influência
perniciosa da imprensa particular será neutralizada e adquiriremos
enorme
influência sobre os espíritos. Se autorizarmos dez jornais, fundaremos
logo
trinta, e assim por diante. O público nem desconfiará disso. Todos os
jornais
editados por nós terão, aparentemente, tendências e opiniões as mais
opostas, o
que despertará a confiança neles, e atrairá a eles nossos adversários
confiantes, que cairão na armadilha e se tornarão inofensivos.
Os
órgãos de caráter oficial virão em primeiro plano. Velarão sempre
pelos nossos interesses e por isso sua influência será quase nula. No
segundo
plano, virão os oficiosos, cujo papel será atrair os indiferentes e
amorfos. No
terceiro plano, poremos a pretensa oposição. Um órgão pelo menos deve
ser
sempre o antípoda de nossas idéias. Nossos adversários tomarão esse
falso
opositor como seu aliado e nos mostrarão seu jogo. Nossos jornais serão
de
todas as tendências: uns aristocráticos; outros, republicanos,
revolucionários,
ou mesmo anarquistas, enquanto existir a constituição, bem entendido.
Terão,
como o deus hindú Vichnú, cem mãos, cada uma das quais acelerará
a mudança da sociedade; essas mãos conduzirão a opinião no sentido
conveniente
aos nossos fins, porque um homem muito agitado perde a faculdade de
raciocinar
e facilmente se abandona à sugestão. Os imbecis que pensarem que
repetem a
opinião de seu partido repetirão a nossa opinião ou a que nos convier.
Imaginarão que seguem o órgão de seu partido e seguirão, na realidade,
a
bandeira que arvorarmos por ele. Para dirigir nesse rumo nosso exército
de
jornalistas, deveremos organizar essa obra com cuidado muito especial.
Sob
o nome de escritório central de imprensa, orga- nizaremos reuniões
literárias, nas quais nossos agentes dirão, sem que ninguém desconfie,
a
palavra de ordem e os sinais. Discutindo e contradizendo nossa
iniciativa de
modo superficial, sem penetrar no âmago das questões, nossos órgãos
entreterão
vaga polêmica com os jornais oficiais, a fim de nos dar os meios de nos
pronunciarmos mais claramente do que o poderíamos fazer nas nossas
primeiras
declarações oficiais. Esses ataques desempenharão ainda o papel de
fazer com
que nossos súditos se julguem garantidos de falar livremente; isso
dará,
demais, a nossos agentes motivo para dizerem e afirmarem que os órgãos
que se
declaram contra nós nada mais fazem do que falar a toa, pois que não
podem achar
verdadeiras razões para refutar seriamente nossas medidas.
Tais
processos, despercebidos da opinião pública, porém seguros,
certamente atrairão para nós a atenção e a confiança pública. Graças a
eles,
excitaremos e acalmaremos, conforme for preciso, os espíritos, nas
questões
políticas, persuadindo-os ou desanimando-os, imprimindo ora a verdade,
ora a
mentira, confirmando os fatos, ou contestando, segundo a impressão que
fizerem
no público, apalpando sempre prudentemente o terreno antes de dar um
passo...
Venceremos
infalivelmente nossos adversários, porque eles não terão à
sua disposição órgãos em que se possam pronunciar até o fim, devido as
medidas
a que já aludimos. Não teremos necessidade de refutálos
profundamente...
Refutaremos energicamente em nossos órgãos oficiosos os balões de
ensaio lança-
dos por nós na terceira categoria de nossa imprensa, em caso de
necessidade. Já
agora, nas formas do jornalismo francês, pelo menos existe uma solidariedade
franco-maçônica. Todos os órgãos da
imprensa estão ligados entre si pelo segredo profissional; semelhante
aos
antigos augures, nenhum de seus membros revelará o segredo de suas
informações,
se não receber ordem para isso.
Nenhum
jornalista ousará trair esse segredo, porque nenhum deles será
admitido na órbita da literatura, se não tiver uma mancha em seu
passado; essa
mancha seria imediatamente revelada. Enquanto tais manchas forem
conhecidas
somente por alguns, a auréola do jornalista atrairá a opinião da
maioria do
país e ele será seguido com entusiasmo. Nossos cálculos se estendem,
sobretudo
para a província.
É
necessário que nela excitemos esperanças e aspirações opostas às da
capital que faremos passar como es- pontâneas. é claro que a fonte será
sempre
a mesma: elas partirão de nós. Enquanto não desfrutarmos o poder de
modo
completo, teremos a necessidade de envolver as capitais pelas opiniões
dos
povos da província, isto é, pelas opiniões da maioria manobrada por
nossos
agentes. É necessário que as capitais, no momento psicológico, não
discutam o fato
consumado, por isso é que já foi aceito pela opinião provincial. Quando
entrarmos no novo regime que preparará nosso reinado, não poderemos
tolerar a
revelação da desonestidade pública pela imprensa; será necessário que
se creia
que o novo regime satisfez tão bem toda a gente que os próprios crimes
desapa-
receram... Os casos de manifestação da criminalidade não deverão ser
conhecidos
de suas vítimas e de suas testemunhas acidentais.
A
necessidate do pão quotidiano impõe silêncio aos Gentios, e fez deles
nossos humildes servidores. Os agentes tomados entre eles para a nossa
imprensa
discutirão por nossa ordem o que nos convier fazer imprimir diretamente
em
documen- tos oficiais, e nós mesmos, durante esse tempo, aproveitando o
rumor provocado
por essas discussões, tomaremos as medidas que nos parecerem úteis e as
apresentaremos ao público como fato consumado. Ninguém terá a audácia
de
reclamar a anulação do que tiver sido decidido, tanto mais quanto será
apresentado como um progresso. A imprensa, aliás, chamará logo a
atenção para
novas questões. Temos, como sabeis, homens acostumados a procurar
sempre
novidades.
Alguns
imbecis, acreditando-se instrumentos de sorte, se lançarão sobre
essas novas questões, sem compreender que nada entendem do que querem
discutir.
As questões da política não são acessíveis a ninguém, exceto àqueles
que as
criaram, há muitos séculos, e que as dirigem. Por tudo isso, verá que,
procurando a opinião da multidão, não fazemos mais do que facilitar a
realização de nossos desígnios, e podeis notar que parecemos buscar a
aprovação
de nossos atos, mas de nossas palavras pronunciadas nesta ou naquela
ocasião.
Proclamamos constantemente que, em todas as nossas medidas, tomamos por
guia a
esperança unida à certeza de ser úteis ao bem de todos. Para afastar os
homens
muito inquietos das questões políticas, poremos antes das pretensas
questões
novas questões industriais.
Que gastem sua fúria nesse assunto. As massas
consentirão em ficar inativas, a repousar de sua pretensa atividade
política,
(a que nós mesmos as habituamos, a fim de lutar por seu intermédio
contra os
governos dos Gentios), com a condição de ter novas ocupações; nós lhe
inculcaremos mais ou menos a mesma direção política. A fim de que nada
consigam
pela reflexão, nós as desviaremos pelos jogos, pelas diversões, pelas
paixões,
pelas casas do povo... Em breve, proporemos pela imprensa concursos de
arte, de
esporte, de toda a espécie: esses interesses alongarão definitivamente
os
espíritos das questões em que teríamos de lutar com eles.
Desabituando-se os
homens cada vez mais de pensar por si, acabarão por falar unanimemente
de
nossas idéias, porque seremos os únicos que proporemos novos rumos ao
pensamento... Por intermédio de pessoas que se não suspeite sejam
solidárias
conosco.
O
papel dos utopistas liberais estará definitivamente encerrado, quando
nosso regime for reconhecido. Até lá, nos prestarão grande serviço. Por
isso,
impeliremos os espíritos a inventar toda a espécie de teorias
fantásticas,
modernas e pretensamente progressistas; porque teremos virado a cabeça
a esses
Gentios imbecis, com pleno êxito, por meio dessa palavra progresso, não
havendo
uma só mentalidade entre eles que veja que, sob, essa palavra, se
esconde um
erro em todos os casos em que não se tratar de invenções materiais,
porque a
verdade é uma só e não poderia progredir. O progresso, como idéia
falsa, serve
para obscurecer a verdade, a fim de que ninguém a conheça, salvo nós,
os
eleitos de Deus e sua guarda.
Quando
vier o nosso reinado, nossos oradores raciocinarão sobre os
grandes problemas que emocionaram a humanidade, para lavá-la afinal ao
nosso
regime salutar. Quem duvidará, então, que todos esses problemas foram
inventados por nós de acordo com um plano político que ninguém
adivinhou
durante séculos?
Quando
vier nosso reino, não reconheceremos a existência de nenhuma
outra religião a não ser a de nosso Deus Único, com a qual nosso
destino está
ligado, porque somos o Povo Eleito, pelo qual esse mesmo destino está
unido aos
destinos do mundo. Por isso, devemos destruir todas as crenças. Se isso
faz
nascer os ateus contemporâneos, esse grau transitório não prejudicará
nossa
finalidade, mas servirá de exemplo às gerações que ouvirão nossas
prédicas
sobre a religião de Moisés, cujo sistema estóico e bem concebido terá
produzido
a conquista de todos os povos. Faremos ver nisso sua verdade mística,
em que,
diremos, repousa toda a sua força educativa.
Então
publicaremos em todas as ocasiões artigos em que compararemos
nosso regime salutar com os do passado. As vantagens do repouso obtido
após
séculos de agitação porão em relevo o caráter benéfico de nosso
domínio. Os
erros das administrações dos Gentios serão descritos por nós com as
cores mais
vivas. Excitaremos tal repugnância por eles que os povos preferirão a
tranqüilidade da servidão aos direitos da famosa liberdade que tanto
tempo os
atormentou, que lhes tirou os meios de vida, que os fez serem
explorados por
uma tropilha de aventureiros, os quais nem sabiam o que estavam
fazendo...
As
inúteis mudanças de governo a que impelimos os Gentios, quando
minávamos seus edifícios governamentais, terão de tal jeito fatigado os
povos
que preferirão tudo suportar de nós ao risco de novas agitações.
Sublinharemos muito
particularmente os erros históricos dos governos Gentios, que por falta
dum bem
verdadeiro, atenazaram durante séculos a humanidade, na busca de
ilusórios bens
sociais, sem dar fé que seus projetos somente faziam agravar, ao invés
de
melhor, as relações gerais da vida humana.
Nossos
filósofos discutirão todos os defeitos das crenças cristãs, mas
ninguém poderá discutir jamais nossa religião, de seu verdadeiro ponto
de
vista, por que ninguém a conhecerá a fundo, salvo os nossos, os quais
nunca
ousarão trair seus segredos... Nos países que se denominam avançados,
criamos
uma literatura louca, suja, abominável. Estimulá-la-emos ainda algum
tempo após
nossa chegada ao poder, a fim de bem fazer ressaltar o contraste de
nossos
discursos e programas com essas torpezas... Nossos Sábios, educados
para
dirigir os Gentios, comporão discursos, projetos, memórias, artigos,
que nos
darão influência sobre os espíritos e nos permitirão dirigí-los para as
idéias
e conhecimentos que quisermos imporlhes.
Quando,
afinal, começarmos a reinar com o auxílio de golpes de estado
prepa- rados em toda parte para o mesmo dia, depois da confissão dae
nulidade
de todos os governos existentes (ainda passará muito tempo antes disso,
talvez
um século), providenciaremos para que não haja conspiratas contra nós.
Para
esse efeito, condenaremos à morte todos os que receberem nosso advento
de armas
em punho. Toda nova criação de qualquer sociedade secreta será punida
com a
morte. Aquelas que ora existem, que conhecemos, que nos serviram e que
ainda
nos servem, serão abolidas e somente permitidas nos continentes
afastados da
Europa.
Assim,
trataremos os franco-maçons Gentios que saibam demasiado; os que
pouparmos por qualquer razão vive- rão no perpétuo temor do exílio para
essas
regiões. Publicaremos uma lei, segundo a qual os antigos membros das
sociedades
secretas deverão deixar a Europa, centro de nosso governo. As
decisões de
nosso governo serão definitivas e sem apelo. Nas
sociedades cristãs em
que semeamos tão profundas raízes de dissensão, e protestantismo (no
sentido de
protesto), só se pode restabelecer a ordem por meio de medidas cruéis,
que
demonstrem a inflexibilidade do poder: é inútil prestar atenção às
vitimas que
caiam em holocausto ao bem futuro. O dever de todo governo que
reconhece que
existe não é somente gozar seus privilégios, mas exercer seus deveres e
alcançar o bem, embora à custa dos maiores sacrifícios.
Para
um governo ser inabalável, é preciso reforçar a auréola de sua
força, o que só se obtém mediante
a
majestosa inflexibilidade do poder, que deve possuir os sinais duma
inviolabilidade mística, da escolha feita por Deus. Assim era até seus
últimos
tempos a autocracia russa é nosso único inimigo sério no mundo inteiro,
com o
papado. Lembrai-vos o exemplo da Itália, ensopada de sangue, não
ousando tocar
em um cabelo de Sila, que derramara esse sangue: Sila estava divinizado
pelo
seu poder aos olhos do povo, martirizado por ele, e sua volta audaciosa
à
Itália o tornava inviolável... O povo não toca naquele que o hipnotiza
pela sua
coragem e fortaleza de alma.
Mas,
esperando nosso advento, criaremos e multiplicaremos, pelo
contrário, as lojas maçônicas em todos os países do mundo, atraindo
para elas
todos os que são ou possam ser agentes proeminentes. Essas lojas
formarão nosso
principal aparelho de informações e o meio mais influente de nossa
atividade.
Centralizaremos todas essas lojas em uma administração que somente nós
conheceremos, composta pelos nossos Sábios. As lojas terão seu
representante,
atrás do qual estará escondida a administração de que falamos, e será
esse
representante quem dará a palavra de ordem e o programa. Formaremos
nessas
lojas o núcleo de todos os elementos revolucionários e liberais. Elas
serão
compostas por homens de todas as camadas sociais. Os mais secretos
projetos
políticos ser-nos-ão concedidos e cairão sob a nossa direção no próprio
momento
em que apareçam.
No
número dos membros dessas lojas se incluirão quase todos os agentes
da polícia nacional e internacional, como na questão Azef, porque seu
serviço é
insubstituível, para nós, visto como a polícia, pode não só tomar
medidas contra
os recalcitrantes, como cobrir nossos atos, criar pretextos de
descontentamentos, etc... Aqueles que entram para as sociedades
secretas são
ordinariamente ambiciosos, aventureiros, e em geral, homens na maioria
levianos, com os quais não
teremos grande
dificuldade em nos entendermos para realizar nossos projetos.
Se
verificarem desordens, isto significará que tivemos necessidade de
perturbações, para destruir uma solidariedade demasiado grande. Se
houver um
conspirata no seu seio, o chefe da mesma somente poderá ser um de
nossos mais
fiéis servidores. É natural que sejamos nós e ninguém mais quem conduza
os
negócios da franco-maçonaria, porque nós sabemos aonde vamos,
conhecemos a
finalidade de toda a ação, enquanto que os Gentios nada sabem, nem
mesmo o
resultado imediato; geralmente se contentam com um êxito momentâneo de
amor
próprio na execução de seu plano, sem mesmo dar fé que esse plano não
provém de
sua iniciativa, mas que lhes foi por nós sugerido.
Os Gentios entram nas lojas por curiosidade ou
com a esperança de comer uma fatia do bolo público com nosso auxílio,
alguns
até para ter a possibilidade de exprimir diante duma assistência seus
sonhos
irrealizáveis e sem base: têm a sede da emoção, do êxito e dos
aplausos, que
nós dispensamos sempre sem avareza. Nós lhes damos esse êxito para
aproveitar o
contentamento próprio que dele resulta e graças ao qual os homens
aceitam
nossas sugestões sem se dar conta disso, plenamente persuadidos que
exprimem em
sua infalibilidade suas idéias e que são incapazes de se apropriarem
das dos
outros...
Não
podeis imaginar como se podem levar os Gentios mais inteligentes a
uma ingenuidade inconsciente, com a condição de torná-los contentes com
eles
mesmos, e, ao mesmo tempo, como é fácil desencorajá-los com o menos
revés,
embora somente fazendo cessar os aplausos, o que os obriga a uma
obediência
servil, a fim de obter novo triunfo... Tanto os nossos desdenham esses
triunfos, contanto que realizem nossos projetos, quanto os Gentios
estão
prestes a sacrificar seus projetos, contanto que consigam o êxito. Essa
psicologia facilita consideravelmente a tarefa de dirigi-los. Esses
tigres na
aparência têm almas de carneiro e suas cabeças são inteiramente vazias.
Demoslhes,
como isca, o sonho da absorção da individualidade humana na
unidade simbólica do coletivismo. Ainda não desconfiaram nem
desconfiarão tão
cedo que essa isca é uma evidente violação da mais importante das leis
da
natureza, que fez, desde o primeiro dia da Criação, cada ser diferente
dos
outros, precisamente porque afirma sua individualidade. O fato de os
termos
podidos conduzir a essa loucura e cegueira prova com a maior clareza
como seu
espírito é pouco desenvolvido em relação ao nosso? Essa circunstância é
a maior
garantia de nosso êxito. Como nossos antigos sábios foram
clarividentes,
dizendo que, para atingir um fim, não se devem olhar os meios e contar
o número
de vítimas sacrificadas! Não temos contado as vítimas dos brutos
Gentios e,
embora tenhamos sacrificado muitos dos nossos, demos na terra ao nosso
povo um
poder com que ele nunca ousara sonhar.
As
vítimas relativamente pouco numerosas dos nossos o têm preservado de
sua perda. A morte é o fim inevitável de todos. Vale mais acelerar o
fim
daqueles que põem obstáculo à nossa obra do que o nosso, pois que
criamos essa
obra. Daremos a morte aos franco-maçons de maneira que ninguém, salvo
seus
irmãos, possa desconfiar, nem mesmo as próprias vítimas de nossas
condenações;
morrerão todos, quando se tornar necessário, como se fosse de doença
natural...
Sabendo disso, a própria confraria não ousará protestar.Essas medidas
extirparão do seio da franco-maçonaria todo germe de protesto. Pregando
aos
Gentios o liberalismo, mantemos nosso povo e nossos agentes numa
obediência
completa. Graças à nossa influência, a execução das leis dos Gentios
está
reduzida ao mínimo. O prestígio das leis foi minado pelas
interpretações
liberais que nelas introduzimos. Nas causas e questões de política e
princípio,
os tribunais decidem, como lhes prescrevemos, vendo as cousas pela face
que
lhes apresentamos.
Servimos-nos
para isso do intermédio de pessoas com as quais ninguém
pensa que tenhamos nada de comum, da opinião dos jornais e de outros
meios
ainda. Os próprios senadores e a administração superior aceitam
cegamente
nossos conselhos. O espírito puramente animal dos Gentios não é capaz
de
análise e de observação, ainda menos de prever aonde podem levar certos
modos
de apresentar uma questão. É nessa diferença de aptidão, para pensar,
entre nós
e os Gentios que se pode ver claramente o sinal de nossa eleição e a
marca de
nossa humanidade. O espírito dos Gentios é instintivo, animal. Eles
vêem, mas
não prevêem e não inventam, salvo as cousas materiais. Vê-se por aí com
a maior
clareza que a própria natureza nos destinou para dirigir e governar o
mundo.
Quando
chegar o tempo de governarmos abertamente e de mostrarmos os
benefícios de nosso governo, refaremos todas as legislações: nossas
leis serão
breves, claras, inabaláveis, sem comentários, tanto que todos as
poderão
conhecer bem. O traço predominante dessas leis será a obediência às
autoridades
levada a um grau grandioso. Então, todos os abusos desaparecerão em
virtude da
autoridade superior do representante de todos até o último perante a
autoridade
superior do representante do poder. Os abusos o poder dos funcionários
inferiores serão punidos tão severamente que cada um deles perderá a
vontade de
tentar a experiência. Seguiremos com um olhar inflexível cada ato da
administração de que dependa a marcha da máquina governamental, porque
a
licença na administração produz a licença universal: todo caso de
ilegalidade
ou abuso será punido de maneira exemplar.
O roubo, a cumplicidade solidária entre
funcionários administrativos desaparecerá após os primeiros exemplos
dum
castigo rigoroso. A auréola de nosso poder exige punições eficazes,
isto é,
cruéis, a menor infração das leis, porque qualquer infração atinge o
prestígio
superior da autoridade. O condenado severamente punido será como um
soldado que
tombou no campo de batalha administrativo pela Autoridade, os
Princípios e a
Lei, que não admitem que o interesse particular domine a função
pública, mesmo
por parte daqueles que dirigem o carro da sociedade. Nossos juízes
saberão que,
querendo
gabar-se da tola misericórdia, violam a lei da justiça, instituída para
edificar os homens, castigando os crimes, e não para que juízes mostrem
a sua
generosidade. É permitido dar provas dessas qualidades na vida privada,
mas não
na vida pública, que é como que a base de educação da vida humana.
Nosso
pessoal judiciário não poderá servir depois de cinqüenta e cinco
anos, em primeiro lugar, porque os velhos são mais arraigados às suas
opiniões
preconcebidas e menos aptos a obedecer às novas ordenações, em segundo
porque
isso nos permitirá mais facilmente renovar esse mesmo pessoal, o qual,
assim,
nos ficará mais submetido: quem quiser conservar seu posto terá de
obedecer
cegamente, a fim de merecer esse favor. Em geral, nossos juízes serão
escolhidos por nós somente entre os que saibam bem que seu papel é
punir e
aplicar as leis, não fazer liberalismo em detrimento do Estado, como
atualmente
os Gentios praticam. As mudanças servirão ainda para destruir a
solidariedade
coletiva da classe, ligando todos aos interesses do governo, do qual
dependerá
sua sorte. A nova geração de juízes será educada de tal modo que
considerará
inadmissíveis abusos que possam atingir a ordem estabelecida nas
relações de
nossos súditos entre si.
Nos
dias que correm, os juízes Gentios, não tendo uma idéia justa de
sua tarefa, são indulgentes para todos os crimes, porque os atuais
governantes,
nomeando os juízes para seus ofícios, não tomam o cuidado de lhes
inspirar o
sentimento do dever e a consciência da obra que deles se exige. Do
mesmo modo
como um animal manda seus filhotes em busca de uma persa, os Gentios
dão aos
seus súditos lugares de boa renda, sem cuidar de lhes explicar a
finalidade
desse emprego. Por isso, seus governos se destroem por suas próprias
forças,
pelos atos de sua própria administração. Tiremos, pois, dos resultados
desses
atos mais uma lição para o nosso regime. Expulsaremos o liberalismo de
todos os
postos importantes de nossa administração, dos quais dependerá a
educação dos
subordinados em vista de nossa ordem social.
Somente
serão admitidos a esses postos aqueles que forem por nós
educados para o governo administrativo. Podem observar-nos que a
compulsória
dos velhos funcionários custará caro ao tesouro. Responderemos de
entrada que
se procurará para eles um emprego particular que substitua o público;
depois,
que, estando todo o dinheiro do mundo concentrado em nossas mãos, nosso
governo
não pode recear despesas excessivas. Nosso absolutismo será em tudo
coerente.
Por isso, nossa vontade será respeitada e obedecida sem contestação
todas as
vezes que dermos ordens. Ela não se preocupará com nenhum murmúrio, com
nenhum
descontentamento, castigando de maneira exemplar toda e qualquer
revolta.
Aboliremos o direito de cassação, do qual seremos os únicos a dispor
como
governantes, porque não devemos deixar nascer no povo a idéia de ser
possível
uma decisão injusta pronunciada pelos juízes nomeados por nós.
Se
uma coisa semelhante acontecer, nós mesmos caçaremos a sentença,
porém punindo tão exemplarmente o juiz por não ter compreendido seu
dever e seu
papel que isso jamais se repetirá. Repito mais uma vez que conheceremos
cada
passo de nossa administração, vigiando bem para que o povo fique
contente
conosco, porque ele tem o direito de exigir dum bom governo bons
funcionários.
Nosso governo assumirá o aspecto duma tutela patriarcal,
manifestando-se de
modo paternal. Nosso povo e nossos súditos verão nele um pai que cuida
de todas
as necessidades, de todos os atos, de todas as relações recíprocas dos
súditos
entre si, assim como de suas relações com o governo. Então,
perpetrar-se-ão de
tal modo desse espírito que lhes será impossível passar sem essa tutela
e essa
direção, se quiserem viver em paz, tranqüilos; reconhecerão a
autocracia de
nosso governo com uma veneração vizinha da adoração, sobretudo quando
se
convencerem que nossos funcionários não substituem nosso poder pelo seu
e
somente executam ordens cegamente. Ficarão satisfeitos conosco por
termo
regulado sua vida como fazem os pais prudentes que querem criar os
filhos no
sentimento do dever e da obediência.
Porque
os povos, em relação aos segredos de nossa política, são
crianças, são eternamente menores, assim como seus governos... Como
vedes,
fundo o nosso despotismo sobre o direito e o dever: o direito de exigir
o
cumprimento do dever é o primeiro dever dum governo que seja o pai de
seus
governados. Ele tem o direito do mais forte e deve usá-lo para dirigir
a
humanidade para a ordem estabelecida pela natureza, isto é, para a
obediência.
Tudo
obedece no mundo, senão aos homens, pelo menos às circunstâncias
ou à sua própria natureza e, em todo caso, ao mais forte. Sejamos,
portanto, o
mais forte para o bem. Deveremos saber, sem hesitar, sacrificar alguns
indivíduos isolados, violadores da ordem estabelecida, porque há uma
grande
força educativa no castigo exemplar do mal. Se o rei de Israle puser
sobre a
sua cabeça sagrada a coroa que a Europa lhe oferecerá, tornar-se-á o
patriarca
do mundo. As vítimas necessárias, feitas por ele, em obediência à
utilidade,
jamais atingirão o número das vítimas oferecidas durante séculos à
loucura das
grandezas pela rivalidade dos governos Gentios. Nosso rei estará em
constante
comunhão com o povo; dirigir-lhe-á discursos de tribuna, que logo a
fama
espalhará pelo mundo inteiro.
A
fim de destruir todas as forças coletivas, exceto as nossas,
suprimiremos as universidades, primeira etapa do coletivismo, e
fundaremos
outras com um novo espírito. Seus reitores e professores serão
preparados
secretamente para a sua tarefa por meio de programas de ação secretos e
minuciosos, dos quais se não poderão afastar uma linha. Serão nomeados
com uma
prudência muito especial e serão inteiramente dependentes do governo.
Excluímos
do ensino o direito cívico, assim como tudo o que concerne às questões
políticas.
Essas matérias serão ensinadas a algumas dezenas de pessoas, escolhidas
por
suas faculdades eminentes. As universidades não devem deixar sair de
seus muros
fedelhos que formem projetos de constituição, como se compusessem
comedias ou
tragédias, e que se ocupem de questões políticas que seus próprios pais
nunca
entenderam.
O
mau conhecimento que a maioria dos homens tem das questões políticas
faz deles utopistas e maus cidadãos; podeis verificar o que a educação
geral
fez dos Gentios. Foi preciso que introduzíssemos em sua educação todos
os
princípios que tão brilhantemente enfraqueceram sua ordem social. Mas
quando
estivermos no poder, afastaremos da educação todas as matérias de
ensino que
possam causar perturbação e faremos da mocidade crianças obedientes às
autoridades, amando quem os governa, como um apoio e uma esperança de
tranqüilidade e de paz. Substituiremos o classicismo, assim como todo o
estudo
da história antiga, que apresenta mais maus exemplos do que bons, pelo
estudo
do programa do futuro. Riscaremos da memória dos homens todos os fatos
dos
séculos passados que não forem agradáveis, somente conservando dentre
eles os
que pintem os erros dos governos Gentios. A vida prática, a ordem
social
natural, as relações dos homens entre si, a obrigação de evitar os maus
exemplos egoístas, que espalham a semente do mal e outras questões
semelhantes
de caráter pedagógico ficarão no primeiro plano do programa de ensino,
diferente para cada profissão e que não generalizará o ensino sob
pretexto
algum. Esse modo de encarar a questão tem uma importância especial.
Cada
classe social deve ser educada conforme o destino e a tarefa que
lhes são próprias. Os gênios acidentais sempre souberam e sempre
saberão
infiltrar-se nas outras classes; porém deixar penetrar em classes
estranha
gente sem valor, permitindo-lhe tomar os lugares que pertencem a essas
classes
pelo nascimento e pela profissão, por causa desses casos excepcionais,
é
rematada loucura. Sabeis bem como tudo isto acabou para os Gentios, que consentiram em tão
berrante monstruosidade.
Para que o governo tenha o lugar que lhe compete nos corações e nos
espíritos
de seus súditos, é necessário, enquanto durar, ensinar na todo o povo,
as
escolas e na praça pública, qual a sua importância, quais os seus
deveres e
como sua atividade produz o bem do povo.
Aboliremos
todo ensino livre. Os estudantes terão o direito de se
reunirem a seus pais, como em clubes, nos estabelecimentos escolares:
durante
essas reuniões, nos dias de festa, os professores farão conferências,
na
aparência livres, sobre as relações dos homens entre si, sobre as leis
da
imitação, sobre as desgraças provocadas pela concorrência ilimitada,
enfim
sobre a filosofia das novas teorias, ainda ignoradas pelo mundo.
Faremos dessas
teorias um dogma e dele nos serviremos para conduzir os homens à nossa
fé.
Quando eu tiver terminado a exposição de nosso programa de ação no
presente e
no futuro, dir-vos-ei quais as bases dessas teorias.
Em
uma palavra, sabendo pela experiência de muitos séculos que os
homens vivem e se dirigem pelas idéias, que essas idéias somente são
inculcadas
aos homens pela educação, ministrada com êxito igual em todas as idades
por
processos diferentes, bem entendidos, absorveremos e adotaremos, em
nosso
proveito, os derradeiros clarões da independência de pensamento, que de
há
muito já dirigimos para as matérias e idéias de que carecemos. O
sistema de
repressão do pensamento já está em vigor no método denominado ensino
pela
imagem, que deve transformar os Gentios em a- nimais dóceis, que não
pensam e
esperam a representação das cousas e imagens, a fim de
compreendê-las... Na
França, um de nossos melhores agentes, Burgeois, já proclamou o novo
programa
de educação pela imagem.
O
foro cria homens frios, cruéis, cabeçudos, sem princípios, que em
todos os momentos, se colocam num terreno impessoal, puramente legal.
Estão
habituados a tudo empregar no interesse da defesa de seus clientes e
não para o
bem da sociedade. Geralmente, não recusam causa alguma, procurando
obter
absolvições a todo o preço, recorrendo às sutilezas da jurisprudência:
assim,
desmoralizam os tribunais. Permitindo essa profissão dentro de limites
estritos, faremos de seus membros, para evitar aquele mal, funcionários
executivos. Os advogados serão privados, assim como os juízes, do
direito de
comunicar com os demandistas; receberão as causas no tribunal,
analisá-las-ão
conforme os pareceres e os documentos dos autos, defenderão os clientes
depois
de seu interrogatório pelo tribunal, uma vez esclarecidos os fatos, e
receberão
honorários independentemente da qualidade do processo. Deste modo,
teremos uma
defesa honesta e imparcial, guiada não pelo interesse, mas pela
convicção.
Isto
suprimirá, entre outras cousas, a atual corrupção dos assessores, que
não consentirão mais em dar ganho de causa somente a quem paga. Já
tomamos as
providências para desacreditar a classe dos padres Gentios,
desorganizando,
assim, sua missão, que, atualmente, poderia atrapalhar-nos bastante.
Sua
influência sobre os povos mingua dia a dia. Por toda a parte foi
proclamada a
liberdade de consciência.Por conseguinte, somente um número de anos nos
separa
ainda da completa ruína da religião cristã; acabaremos mais facilmente
ainda
com as outras religiões, porém ainda é muito cedo para falar disso.
Poremos o
clericalismo e os clericais num âmbito tão estreito que sua influência
será
nula em comparação à que outrora tiveram.
Quando
chegar o momento de destruir definitivamente a corte papal, o
dedo de uma mão invisível apontá-la-á aos povos. Mas, quando os povos
se
lançarem sobre ela, nós apareceremos como seus defensores, a fim de não
permitir o derramamento de sangue. Com essa manobra, penetraremos no
seio da
praça e dela só sairemos quando a tivermos completamente arruinado. O
rei dos
judeus será o verdadeiro papa do universo, o patriarca da Igreja
Internacional.
Mas, enquanto não tivermos educado a mocidade nas novas crenças de
transição,
depois na nossa, não tocaremos abertamente nas Igrejas existentes, sim
lutare-
mos contra elas pela crítica, excitando as dissensões. Em geral, nossa
imprensa
contemporânea desvendará os negócios do Estado, as religiões, a
incapacidade
dos Gentios e tudo isso em os termos mais desaforados, a fim de
desmoralizar de
todas as maneiras, como
só a nossa raça
genial sabe fazê-lo.
Nosso
regime será a apologia do reinado de Vichnú, que é seu símbolo,
segurando cada uma de nossas cem mãos uma manivela da máquina social.
Veremos
tudo sem auxílio da polícia oficial, que, como nós a preparamos para os
Gentios, impede hoje os governos de ver. No nosso programa, um terço
dos
súditos vigiará os outros por sentimento de dever, para servir
voluntariamente
ao Estado. Então, não será ver- gonhoso ser delator e espião; pelo
contrário,
será louvável; mas as delações infundadas serão cruelmente punidas, a
fim de
que não se abuse desse direito.
Nossos
agentes serão escolhidos na alta sociedade, como também nas classes
baixas, no seio da classe administrativa que se diverte, entre os
editores,
impressores, livreiros, caixeiros, operários, cocheiros e lacaios,
etc... Essa
polícia, desprovida de direitos, não autorizada a agir por si, por
conseguinte
sem poderes, somente fará testemunhar e denunciar; a verificação de
seus
informes e as prisões mesmo serão executadas pelo corpo dos gendarmes e
pela
polícia municipal. Aquele que não tiver apresentado seu relatório sobre
o que
viu e ouviu em matéria de questões políticas será considerado culpado
de fraude
e cumplicidade, como se estivesse provado que houvesse cometido esses
dois
crimes. Assim como hoje nossos irmãos são obrigados, sob sua própria
responsabilidade, a denunciar à sua comunidade nossos renegados ou as
pessoas que
empreendam qualquer coisa contrária à nossa comunidade: assim, no nosso
reino
universal, será obrigatório para todos os nossos súditos servir, desta
forma, o
Estado.
Tal
organização destruirá os abusos da força, da corrupção, tudo o que
nossos conselhos e nossas teorias dos direitos sobre-humanos
introduziram nos
hábitos dos Gentios... Mas, como teríamos obtido de outro modo o
crescimento
das causas de desordem na sua administração? Por que outros meios?...
Um dos
mais importantes des- ses meios são os agentes encarregados de
restabelecer a
ordem. A estes será deixada a possibilidade de fazer ver e desenvolver
seus
maus instintos, inclinações e caprichos, abusando de seu poder,
aceitando,
enfim, gorjetas.
Quando
nos for necessário reforçar as medidas de proteção policial, que
ar- ruínam tão rapidamente o prestígio do poder, simularemos desordens,
manifestações de descontentamento expressas por bons oradores.
Juntar-se-ão a
eles pessoas que alimentem os mesmos sentimentos. Isto nos servirá de
pretexto
para autorizar buscas e vigilâncias, cujos agentes serão os servidores
que
tivermos no seio da polícia dos Gentios. Como a maioria dos
conspiradores
trabalha por amor à arte, por amor do palavrório, não os incomodaremos
antes
que obrem de qualquer maneira; contentar-nos-emos em introduzir no seu
meio,
elemento de vigilância... É preciso não esquecer que o prestígio do
poder
decresce, se somente descobre conspirações contra ele próprio: isto
implica a
confissão de sua impotência ou, o que é pior, da injustiça de sua
própria
causa.
Sabeis
que destruímos o prestígio das pessoas reinantes dos Gentios
pelos freqüentes atentados organizados por nossos agentes, carneiros
cegos de
nosso rebanho; é fácil, por meio de algumas frases liberais, impelir ao
crime,
desde que tenha uma cor política. Forçaremos os governantes a
reconhecer sua
impotência por medidas de segurança claras que tomarão e, assim,
arruinaremos o
prestígio do poder. Ao contrário, nosso governo será guardado por uma
guarda
quase imperceptível, porque não admitiremos, nem por pensamento, que
possa
existir contra ele uma facção contra a qual não esteja em estado de
lutar e
seja obrigado a se esconder.
Se
admitíssemos esse pensamento, como o faziam e ainda fazem os
Gentios, assinaríamos uma sentença de morte; senão a do soberano mesmo,
pelo
menos o de sua dinastia em futuro próximo, segundo as aparências
severamente
observadas, nosso governo só usará de seu poder para o bem, nunca para
suas
vantagens pessoais ou dinásticas. Por isso, observando esse decoro, seu
poder
será respeitado e salvaguardado por seus próprios súditos. Adorá-lo-ão
com a
idéia de que cada cidadão dele depende, porque dele dependerá a ordem
social...
Guardar o rei abertamente é reconhecer a fraqueza da organização
governamental.
Nosso
rei, quando estiver no meio de seu povo, estará sempre rodeado
por uma multidão de homens e mulheres que serão tomados como curiosos e
ocuparão os lugares mais próximos a ele, como por acaso, os quais
conterão as
fileiras dos outros, fazendo respeitar a ordem.Isso será um exemplo de
moderação. Se houver no povo um solicitador que procure apresentar uma
súplica,
abrindo passagem através dos grupos, as primeiras fileiras devem
aceitar essa
súplica e entregá-la ao rei aos olhos do suplicante, a fim de que todos
saibam
que o que se apresenta chega ao seu destino e que há, por conseguinte,
um
controle do próprio rei. A auréola do poder exige que o povo possa
dizer:
"Se o rei soubesse" ou " Se o rei souber".
Com
a instituição da guarda oficial desaparece o prestígio místico do
poder; todo homem dotado de certa audácia julga-se dono desse poder, o
faccioso
conhece sua força e espreita a ocasião de cometer um atentado contra
esse
poder. Pregamos outra coisa aos Gentios e vimos aonde tem conduzido as
medidas
abertas de segurança! Prenderemos os criminosos à primeira suspeita
mais ou
menos fundada: o receio de cometer um erro não pode ser uma razão para
permitir
a escápula aos indivíduos suspeitos de delito ou crime político, para
os quais
seremos verdadeiramente sem piedade. Se pode ainda, forçando um pouco
ao
sentido das coisas, admitir o exame dos motivos nos crimes comuns, não
há
desculpa para as pessoas que se ocupem com questões que ninguém, salvo
o
governo, pode compreender. Mesmo todos os governos não são capazes de
compreender a verdadeira política.
Se
não admitimos que cada um se ocupe de política diretamente,
estimularemos, em compensação, todo relatório e toda petição que
solicite do
governo medidas a bem do povo: isso nos permitirá ver os erros e
fantasias de
nossos súditos, aos quais responderemos pela execução do projeto em
questão ou
por uma recusa sensata, que demonstrará a pouca inteligência de seu
autor. As
facções não passam dum cachorrinho latindo contra um elefante. Para um
governo
bem organizado, não do ponto de vista policial, mas social, o cãozinho
ladra
contra o elefante, porque não conhece seu lugar nem seu valor. Basta
demonstrar
por um bom exemplo a importância de um e de outro para que os cãezinhos
deixem
de latir e se ponham a festejar com a cauda logo que avistem o elefante.
Para
tirar o prestígio da bravura ao crime político, nós o poremos no
mesmo banco dos réus do roubo, do homicídio e de todos os crimes
abomináveis e
vis. Então, a opinião pública confundirá, no seu modo de pensar, essa
categoria
de crimes com a ignomínia de todos os outros, cobrindo-a com o mesmo
desprezo.
Nós nos propusemos, e espero que tenhamos alcançado isso, impedir os
Gentios de
combater as facções políticas dessa maneira. Com esse fim, pela
imprensa, nos
discursos públicos, nos manuais de história, fizemos a propaganda do
martírio,
na aparência aceito pelos facciosos para o bem comum. Essa propaganda
aumentou
os contingentes dos liberais e atraiu milhares de Gentios ao nosso
rebanho.
Falaremos
agora sobre o programa financeiro que reservei para o fim de
meu relatório como o ponto mais difícil, culminante e decisivo de
nossos
planos. Abordando-o, lembrar-vos-ei que já vos disse, em forma de
alusão, que a
soma de nos- sos atos se resume em uma questão de cifras. Quando nosso
reinado
chegar, nosso governo absoluto evitará, para sua própria defesa,
sobrecarregar
muito as massas populares de impostos, não esquecendo seu papel de pai
e
protetor. Mas, como a organização governamental custa caro, é preciso,
entretanto, obter os meios necessários para isso. Por isso devemos
preparar
cuida- dosamente o equilíbrio financeiro.
No
nosso governo, o rei possuirá a ficção legal da propriedade legal de
tudo o que houver no estado, o que é fácil de realizar; poderá,
portanto,
recorrer ao confisco legal de todas as somas em dinheiro que julgar
necessárias
para regular a circulação de capitais no Estado. Vê-se por aí que a
taxação
deve consistir principalmente num imposto progressivo sobre a
propriedade.
Desse modo, os impostos serão percebidos, sem agravo e sem ruína, numa
proporção de percentagem relativa à posse. Os ricos devem compreender
que seu
dever é por uma parte de seu supérfluo à disposi- ção do Estado, porque
este
lhes garante a segurança do resto e o direito de um ganho honesto, digo
honesto, porque o controle da propriedade acabará com toda a pilhagem
legal.
Essa
reforma social deve vir de cima, porque seu tempo chegou e é
necessário como um penhor de paz. O imposto sobre os pobres é uma
semente de
revolução e é prejudicial ao Estado, que perde grande lucro correndo
atrás de
pequenos proveitos. Independentemente disso, o imposto sobre os
capitalistas
diminuirá o crescimento das riquezas das pessoas privadas, em cujas
mãos nós a
concentramos atualmente para contrabalançar a força governamental dos
Gentios,
isto é, as finanças do Estado. Um imposto progressivo dará muito mais
forte
renda do que o imposto proporcional de hoje, que só nos é útil para
excitar
agitações e descontentamentos entre os Gentios. A força sobre que nosso
rei se
apoiará será o equilíbrio e a garantia de paz. É necessário que os
capitalistas
sacrifiquem pequena parte de seus rendimentos para assegurar o
funcionamento da
máquina governamental. As necessidades do Estado devem ser pagas por
aqueles a
quem suas riquezas permitam fazer isso sem sacrifício.
Tal
medida destruirá o ódio do pobre contra o rico, no qual aquele verá
uma força financeira útil ao Estado, sustentáculo da paz e da
prosperidade,
pois que é o rico quem provê aos recursos necessários para a obtenção
desses
bens. Para que os pagadores das classes inteligentes não se entristeçam
demasiado com esses novos pagamentos, ser-lhes-ão entregues prestações
de
contas do destino dessas quantias, excetuando-se, bem entendido, as
somas que
forem aplicadas às necessidades do trono e das instituições
administrativas.
A
pessoa reinante não possuirá propriedade pessoal, porque tudo o que
exista no Estado é dela, senão uma coisa contradiria a outra: os
recursos
pessoais anulariam o direito de propriedade sobre as posses de todos.Os
parentes da pessoa reinante, exceto seus herdeiros, que são igualmente
mantidos
à custa do Estado, devem se colocar nas fileiras dos servidores do
Estado ou
trabalhar para adquirir o direito de propriedade: o privilégio de
pertencer à
família real não deve servir de pretexto para pilhar o Tesouro.
A
compra duma propriedade, as aceitações duma herança serão taxadas com
um imposto de selo progressivo. A transmissão duma propriedade em
dinheiro ou
de outra forma, não declarada nesse imposto de selo, necessariamente
nominal,
será gravada com uma taxa de tanto por cento por conta do antigo
proprietário,
da data da transferência até o dia em que a fraude for descoberta. Os
títulos
de transferência deverão ser apresentados todas as semanas ao Tesouro
local,
com a designação do nome próprio, do de família e do domicílio do
antigo e dos
novos proprietários. Esse registro só será obrigatório a partir duma
quantia
fixa que exceda os preços comuns de compra e venda do necessário, sendo
os
outros passíveis unicamente dum imposto em selo bastante mínimo, para
cada
unidade.
Calculai
quanto esses impostos farão exceder a nossa renda sobre a dos
Estados Gentios. A caixa de fundos do Estado deverá conter certo
capital de
reserva, devendo tudo o que exceder a esse capital ser posto em
circulação.Organizar-se-ão com essas reservas públicas. A iniciativa
desses
trabalhos resultando dos recursos do Estado ligará fortemente a classe
operária
aos interesses do Estado e às pessoas reinantes.
Parte
dessas somas será
atribuída a prêmios
para invenções e
à
produção. De modo algum é preciso, fora das somas fixadas e largamente
contadas, reter, mesmo que seja uma simples unidade, nas caixas do
Estado, porque
o dinheiro é feito para circular e toda a estagnação de dinheiro tem
perniciosa
repercussão sobre o funcionamento do mecanismo do Estado, cujas
engrenagens ele
deve azeitar: a falta de óleo pode parar a marcha regular da máquina. A
substituição duma parte do dinheiro por valores em papel justamente
produziu
essa estagnação. As conseqüências de tal fato já são suficientemente
sensíveis.
Teremos
também um Tribunal de Contas e o governante encontrará em todo
o tempo nele uma prestação completa de contas, com as receitas e
despesas do
Estado, excetuando-se as contas do mês ainda não terminado e do mês
anterior
ainda não entregue. O único indivíduo que não tem interesse em pilhar
as caixas
do Estado é seu proprietário, o governante. Por isso, seu controle
tornará
impossíveis os prejuízos e os desperdícios. A representação, que toma
precioso
tempo ao governo com as recepções exigidas pela etiqueta, será
suprimida, a fim
de que ele tenha tempo de con- trolar e de refletir. Seu poder não
ficará mais
à mercê dos favoritos que rodeiam o trono para lhe dar brilho e pompa,
porém
que não defendem os interesses do Estado e sim os próprios.
As
crises econômicas tem sido produzidas por nós entre os Gentios, com
o único fim de retirar dinheiro de circulação.Capitais enormes ficaram
estagnados, reti- rando dinheiro dos Estados, que foram obrigados a
recorrer a
esses mesmos capitais, a fim de ter dinheiro. Esses empréstimos
sobrecarregaram
as finanças dos Estados com o pagamento de juros, escravizando-os ao
capital. A
concentração da indústria nas mãos dos capitalistas que mataram a
pequena
indús- tria absorveu todas as forças do povo, e, ao mesmo tempo, as do
Estado... A atual emissão de dinheiro em geral não corresponde à cifra
do
consumo por cabeça, e, por conseguinte, não pode satisfazer todas as
necessidades dos trabalhadores. A emissão de dinheiro deve estar em
relação com
o crescimento da população, no qual devem ser computadas as crianças,
porque
consomem e gastam desde que nascem. A revisão da cunhagem das moedas é
uma
questão essencial para o mundo inteiro.
Sabeis
que o câmbio ouro foi pernicioso para os Estados que o adotaram,
porque não pode satisfazer o consumo de dinheiro, tanto mais que
retiramos da
circulação a maior quantidade de ouro possível. Devemos criar uma moeda
baseada
sobre o trabalho, seja de papel ou de madeira. Faremos uma emissão de
dinheiro
de acordo com as necessidades normais de cada súdito, aumentando-a
conforme os
nascimentos e as mortes. Cada departamento, cada distrito terá suas
estatísticas para esse efeito. A fim de que não haja demora na entrega
de
dinheiro para as necessidades do Estado, as quantias e as datas de sua
entrega
serão fixadas por um decreto do governo. Assim, será destruído o
protetorado do
ministério das Finanças, que não poderá favorecer uma região em
detrimento de
outras. Apresentaremos essas reformas que projetamos fazer de modo a
não
alarmar ninguém.
Mostraremos
a necessidade das reformas em conseqüência do caos a que
chegaram as desordens financeiras dos Gentios. A primeira desordem,
diremos,
consistiu em decretar um simples orçamento que cresce todos os anos
pela
seguinte razão: vai-se com esse orçamento até o meio do ano; depois
pedem-se
créditos suplementares que se gastam em três meses; depois novos
créditos
suplementares, e tudo acaba por uma liquidação.
E,
como o orçamento do ano seguinte é calcado sobre o total do
orçamento geral, a diferença anual normal é de 50% e o orçamento anual
triplica
de dez em dez anos. Graças a tais processos, aceitos pelo descuido dos
Estados
Gentios, suas caixas estão sempre vazias. Os empréstimos que vieram em
conseqüência devoraram os restos e levaram todas as nações a
bancarrota. Todo
empréstimo demonstra fraqueza do Estado e incompreensão dos direitos do
Estado.
Os empréstimos, como a espada de Dâmocles, estão suspensos sobre a
cabeça dos
governantes que, em lugar de tomar aquilo de que necessitavam aos seus
súditos
por meio dum imposto temporário, estendem a mão, pedindo esmola aos
nossos
banqueiros.
Os
empréstimos externos são sanguessugas que, em caso algum, se podem
arrancar do corpo do Estado, salvo se o largarem por si ou se ele as
extirpar
radicalmente. Mas os Estados Gentios não os arrancam e continuam a por
outros,
em- bora tenham de perecer com essa sangria voluntária. Na realidade, o
que é o
empréstimo senão isso, sobretudo o empréstimo externo? O empréstimo é
uma
emissão de letras de câmbio do governo, contendo uma obrigação a certa
taxa de
juros, proporcional ao total do capital empregado. Se o empréstimo for
taxado
em 5%, em vinte anos o Estado terá pagado, sem utilidade alguma, tanto
de juros
quanto o capital, em quarenta anos o dobro da dívida, em sessenta o
triplo e a
dívida sempre por pagar.
Vê-se
assim, que, sob a forma de imposto individual, o Estado toma os
últimos centavos dos pobres contribuintes para pagar aos ricos
estrangeiros,
aos quais tomou dinheiro emprestado, ao invés de ajuntar suas riquezas
para
prover suas necessidades, sem o peso dos juros. Enquanto os empréstimos
foram
internos, os Gentios somente transferiam o dinheiro do bolso dos pobres
para o
dos ricos. Mas, quando nós compramos as pessoas necessárias para
transportar os
empréstimos para o estrangeiro, todas as riquezas dos Estados passaram
para
nossas caixas e todos os Gentios começaram a pagar um tributo de
sujeição.
Se
a leviandade dos governos Gentios, no que concerne aos negócios de
Estado, se a corrupção dos ministros ou a falta de inteligência
financeira dos
outros governantes sobrecarregaram seus países de
dívidas
que não podem
reembolsar, é preciso que saibais que isso nos custou
muito dinheiro e
esforço! Não permitiremos a estagnação do dinheiro. Por isso, não
consentiremos
que haja apólices do Estado, excetuando-se uma série a 1%, a fim de que
os
juros não en- treguem a força do Estado à sucção das sanguessugas. O
direito de
emitir títulos fica- rá unicamente reservado às companhias industriais,
que não
farão grande sacrifício, pagando juros com seus lucros, enquanto que o
Estado
não retira do dinheiro que toma emprestado o menor lucro, pois que o
gasta e
não realiza com ele operações frutuosas.
As
ações industriais serão adquiridas pelo próprio governo, que, de
tributário de impostos, como é agora, se transformará em emprestador
por
cálculo. Tal medida fará cessar a estagnação de dinheiro, o parasitismo
e a
imprensa, que nos eram úteis quando os Gentios viviam independentes,
mas que
são indesejáveis no nosso regime. Como é evidente a falta de reflexão
puramente
animal dos cérebros Gentios! Eles nos pediam dinheiro emprestado com
juros, sem
refletir que precisariam tomar esse mesmo dinheiro, acrescido de juros,
nas
arcas do Estado, para nos pagar! Que de mais simples do que ir buscar o
dinheiro de que precisavam no bolso dos contribuintes? Isso prova a
superioridade geral de nosso espírito, que soube apresentar-lhes a
questão dos
empréstimos de tal forma que nela somente viram vantagens para eles.
Os
cálculos que apresentamos, esclarecidos, quando for oportuno, pela
luz das experiências seculares, cuja matéria nos foi fornecida pelos
Estados
Gentios, distinguir-se-ão por sua clareza e segurança, mostrando a
todos,
evidentemente, a utilidade de nossas inovações. Acabarão com os abusos,
graças
aos quais temos os Gentios em nosso poder, mas sem admiti-los no nosso
reino.
Estabeleceremos tão bem nosso sistema de contas que, nem o governante,
nem o
mais ínfimo funcionário poderão desviar a menor soma de seu destino sem
que
isso seja notado. Também não lhe poderão dar outro destino fora do
indicado, de
uma vez por todas, dentro de nosso plano de ação. Não é possível
governar sem
um plano definido. Os próprios heróis que seguem um rumo certo, porém
sem
reservas determinadas, perecem a meio caminho.
Os
chefes Gentios, a quem outrora aconselhamos que se distraíssem dos
cuidados do Estado com recepções representativas, com o protocolo dos
divertimentos, não passavam de biombos de nosso governo oculto. As
prestações
de contas dos favoritos que os subs- tituíam à frente dos negócios
públicos
eram feitas para eles pelos nossos agentes e satisfaziam todas as vezes
os
espíritos clarividentes com as promessas de futuras melhoras e
economias... Que
economias?... Novos empréstimos?... Poderiam perguntar isso e não
perguntavam
aqueles que liam nossas prestações de contas e nossos projetos...Sabeis
a que
ponto os levou esse pouco caso, a que desordem financeira chegaram, a
despeito
da admirável atividade de seus povos.
Acrescentarei
ao que já vos expús na reunião anterior uma explicação
minuciosa dos empréstimos internos. Sobre os externos, nada mais direi,
porque
eles abarrotaram nossas burras com o dinheiro nacional dos Gentios
(Citicorp,
Salomon Brothers, Safra, etc...), mas para o nosso Estado não haverá
mais nada estrangeiro,
porque não haverá exterior. Aproveitamos a corrupção dos
administradores e a
negli- gência dos governantes para receber somas duplas, triplas e
ainda mais
fortes, emprestando ao governo dos Gentios dinheiro que não era
absolutamente
necessário as nações. Quem poderia fazer a mesma coisa contra
nós?...Por isso,
somente exporei com pormenores os empréstimos internos. Quando lançam
um
empréstimo, os Estados abrem uma subscrição para a compra dos títulos.
A fim de
que estes sejam acessíveis a todos, criam bônus de até cem mil; ao
mesmo tempo,
fazem um abatimento para os primeiros subscritores. No dia seguinte, há
uma
alta de preço artificial, com o pretexto de que toda gente os procura.
Alguns
dias depois, as arcas do Tesouro, segundo dizem, estão cheias e
já se não sabe mais onde por dinheiro (então, por que continuam a
tomá-lo?). A
subscrição excede várias vezes a emissão do empréstimo: tal é a
confiança que
se tem nas letras de câmbio do governo. Representada a comédia, fica-se
em
presença dum passivo que se acaba de formar, dum passivo muito pesado.
Para
pagar os juros, é necessário recorrer a novos empréstimos que não
absorvem, mas
aumentam a dívida principal. Esgotando o crédito, torna-se preciso
cobrir, não
somente o empréstimo, mas ainda os seus juros, com novos impostos, os
quais não
passam dum passivo para cobrir o passivo...
Mais
tarde vem o tempo das conversões, que somente diminuem o pagamento
de juros e não cobrem as dívidas, as quais só poderão ser feitas de
então por
diante com o consentimento dos emprestadores: anunciando-se uma
conversão,
oferece-se a restituição do dinheiro aos que não queiram converter seus
títulos.Se todos exprimis- sem o desejo de retomar o seu dinheiro, os
governos
estariam presos na sua própria armadilha e se encontrariam na
impossibilidade
de pagar o dinheiro que oferecem. Felizmente, os súditos dos governos
Gentios,
pouco versados em matéria de finanças, sempre preferiram prejuízos no
valor dos
títulos e diminuições de juros ao risco de novas colocações de capital,
dando
assim, aos governos a possibilidade de se desfazerem dum passivo de
muitos
milhões.
Agora, com as dívidas externas, os Gentios nem
pensam em fazer nada semelhante, porque sabem que reclamaríamos todo o
nosso
dinheiro. Desta forma, uma bancarrota reconhecida demonstrará
definitivamente
às nações a ausência de ligação entre os interesses dos povos e os de
seus
governos. Chamo toda a vossa atenção sobre esse fato e sobre o
seguinte: hoje,
todos os empréstimos internos estão consolidados pelas dívidas que se
denominam
flutuantes, isto é, pelas dívidas, cujos vencimentos são mais ou menos
próximos. Essas dívidas são constituídas pelo dinheiro depositado nas
caixas
econômicas e nas caixas de reserva. Como esses fundos permanecem muito
tempo em
mãos do governo, se evaporam para pagar os juros dos empréstimos
externos e em
seu lugar se colocam somas equivalentes em depósitos de renda. São
estes
últimos que tapam todos os buracos dos cofres dos Estados, entre os
Gentios.
Quando
subirmos ao trono do mundo, todos esses truques de finanças
serão abolidos sem deixar vestígios, porque não corresponderão mais aos
nossos
interesses; suprimiremos igualmente todas as bolsas de fundos públicos,
porque
não admitiremos que o prestígio do nosso poder seja abalado pela
variação de
preço de nossos títulos. Uma lei declarará seu valor completo, sem
flutuação
possível, porque a alta dá lugar a baixa; foi, assim, que, no início de
nosso
plano jogamos com os valores dos Gentios. Substituiremos as Bolsas por
grandes
estabelecimentos de crédito especial, cujo destino será taxar os
valores
industriais de acordo com as vistas do governo. Esses estabelecimentos
estarão
em situação de lançar até quinhentos milhões de ações industriais em um
dia.
Dessa maneira, todas as empresas industriais dependerão de nós.
Podereis
imaginar que poder adquiriremos assim.
Em
tudo o que vos expus até aqui, esforcei-me em mostrar o segredo dos
acontecimentos passados e presentes, que anunciam um futuro já próximo
de sua
realização. Mostrei-vos o segredo de nossas relações com os Gentios e
de nossas
operações financeiras. Resta-me pouca coisa ainda a dizer sobre esse
assunto.
Possuímos a maior força moderna, o Ouro: podemos em dois dias retirá-lo
de
nossos depósitos na quantidade que nos apetecer. Devemos ainda
demonstrar que
nosso governo foi predestinado por Deus? Não provaremos com essa
riqueza que
todo o mal que nós fomos obrigados a fazer duran- te tantos séculos
serviu,
afinal, para o verdadeiro bem, para por tudo em ordem? Ei-la a confusão
das
noções do bem e do mal. A ordem será restabelecida, um tanto pela
violência,
mas enfim será restabelecida.
Saberemos
provar que somos benfeitores, nós, que à Terra atormentada
restituímos o verdadeiro bem, a liberdade do indivíduo, que poderá
gozar
repouso, paz e dignidade de relações, com a condição, bem entendida, de
observar as leis que estabelecermos. Explicaremos, ao mesmo tempo, que
a
liberdade não consiste na devassidão e no direito à licença; de
idêntico modo,
a dignidade e a força do homem não consistem no direito de cada um
procla- mar
princípios destruidores, como o direito de consciência, o de igualdade
e coisas
semelhantes; também o direito do indivíduo não consiste de modo algum
no
direito de excitar-se a si próprio e de excitar os outros, ostentando
seus
talentos oratórios nas assembléias tumultuosas. A verdadeira liberdade
consiste
na inviolabilidade da pes- soa que observa honestamente e exatamente
todas as
leis da vida em comum; a dignidade humana consiste na consciência de
seus
direitos e, ao mesmo tempo, dos direitos que se não possuem, e não
unicamente
no desenvolvimento fantasista do tema de seu EU.
Nosso
poder será glorioso, porque será forte, governando e dirigindo, e
não andando a reboque de líderes e oradores que gritam palavras ocas,
denominando-o grande princípio, as quais, na verdade, não passam de
utopias.
Nosso poder será o árbitro da ordem que fará toda a felicidade dos
homens. A
auréola desse poder provocará a adoração mística e a veneração dos
povos.A verdadeira
força não transige com direito algum, nem mesmo com o direito divino:
ninguém
ousa atacá-la para lhe ar- rancar a menor parcela de seu poder.
Para
que os povos se habituem à obediência, é necessário habituá-los à
modéstia, diminuindo, por conseguinte, a produção dos objetos de luxo.
Assim,
melhora- remos os costumes corrompidos pela rivalidade do luxo.
Restabeleceremos a pequena indústria que prejudicará os capitais
particulares
dos fabricantes. Isto é ainda preciso, porque os grandes fabricantes
dirigem,
muitas vezes sem o saber, é verdade, o espírito das massas contra o
governo. Um
povo que se ocupa de pequenas indústrias não conhece o desemprego,
prende-se à
ordem existente e, conseqüentemente, à força do poder. O desemprego é o
que há
de mais perigoso para o governo. Para nós, seu papel estará terminado
logo que
nos apossemos do poder.
A
embriagues será também proibida por lei e punida como crime contra a
humanidade, porque ela transforma os homens em bestas sob a influência
do álcool.
Os súditos - repito-o mais uma vez - só obedecem cegamente a uma mão
firme,
completamente independente deles, na qual sintam um gládio para sua
defesa e um
apoio contra os flagelos sociais. Que necessidade tem de ver em seu rei
uma
alma Angélica? Devem ver nele a personificação da força e do poder. O
soberano
que tomará o lugar dos governos atuais, que arrastam sua existência no
meio de
sociedades desmoralizadas por nós, que renegaram mesmo o poder de Deus
e no
seio das quais se eleva por todos os lados o fogo da anarquia, esse
soberano
deve, antes de tudo, apagar essas labaredas devoradoras. Por isso, será
obrigado a condenar à morte essas sociedades, embora tenha de afogá-las
no
próprio sangue, para ressuscita-las sob a forma dum exército
regularmente organizado,
lutando consci- entemente contra toda infecção capaz de ulcerar o corpo
do
Estado.
Esse
eleito por Deus foi escolhido lá em Cima para quebrar as forças
insensatas movidas pelo instinto e não pela razão, pela bestialidade e
não pela
humanidade. Essas forças triunfam agora, pilham, cometem toda a sorte
de
violências sob o pretexto de liberdade e direitos. Elas destruíram toda
a ordem
na sociedade para erguer sobre as ruínas o trono do rei de Israel; mas
seu
papel estará terminado no momento da ele- vação desse rei ao
trono.Então, será
preciso afastá-las de seu caminho, sobre o qual não deve haver o menor
obstáculo. Aí poderemos dizer aos povos: agradecei a Deus e
inclinai-vos diante
daquele que traz sobre o rosto a marca da predestinação, para o qual
Deus mesmo
guiou sua estrela, a fim de que ninguém, exceto ele, pudesse livrar-vos
de
todas as forças e de todos os males.
Passarei
agora aos meios de assegurar as raízes dinásticas do rei... Os
mesmos princípios que até hoje nos deram a nossos Sábios a direção de
todos os
negócios do mundo nos guiarão. Dirigiremos o pensamento de toda a
humanidade.
Vários membros da raça de David prepararão os reis e seus herdeiros,
escolhendo
os últimos, não segundo o direito hereditário, mas conforme suas
eminentes
aptidões; iniciá-los-ão nos segredos mais íntimos da política e nos
planos de
governo, com a condição, todavia, de ninguém ser posto a par de tais
segredos.
O fim de tal modo de ação é que toda a gente saiba que o governo
somente pode ser
confiado aos iniciados nos mistérios de sua arte. Unicamente a essas
pessoas
será ensinada a aplicação dos planos políticos, a inteligência da
experiência
dos séculos, todas as nossas observações sobre as leis
político-econômicas e
sobre as ciências sociais, em uma palavra, todo o espírito dessas leis,
que a
própria natureza estabeleceu inabalavelmente para regular as relações
entre os
homens.
Os
herdeiros diretos serão muitas vezes afastados do trono, desde que,
durante seus estudos, dêem provas de leviandade, doçura e outras
qualidades
perniciosas e indesejáveis ao poder, que tornam incapaz de governar e
prejudicam a função real. Só os que sejam absolutamente capazes dum
governo
firme, inflexível até a cru- eldade, receberão o poder das mãos de
nossos
Sábios. Em caso de
enfermidade que produza o
enfraquecimento da vontade, os reis deverão, de acordo com a lei,
entregar as
rédeas do governo em mãos novas e capazes. Os planos de ação do rei,
seus
planos imediatos, com mais fortes razões seus planos mediatos, deverão
ser
ignorados mesmo por aqueles que designem como seus conselheiros.
Exclusivamente
o rei e seus três iniciadores conhecerão o futuro. Na pessoa do rei,
senhor de
si mesmo e da humanidade, graças a uma vontade inquebrantável, todos
acreditarão
ver o destino com seus caminhos desconhecidos. Ninguém saberá o que o
rei quer
alcançar com suas ordens e, por isso, ninguém ousará pôr-se de través
num
caminho ignorado.
É
preciso, bem entendido, que a inteligência do rei corresponda ao
plano do governo que lhe é confiado. Por isso, somente subirá ao trono
depois
de ter sido sua in- teligência posta em prova pelos Sábios a que nos
referimos.
Aa fim de que o povo conheça e ame o seu rei, é necessário que converse
com o
povo na praça pública. Isto produzirá a união precisa das duas forças
que hoje
separamos pelo terror. Esse terror nos era indispensável durante algum
tempo,
para que as duas forças caíssem separadamente sob a nossa influência...
O rei
dos judeus não deve ficar sob o império de suas paixões, sobretudo sob
o
império da voluptuosidade: não deve dar por nenhuma face de seu caráter
lugar a
que seus instintos dominem Sua inteligência. A voluptuosidade obra de
modo
pernicioso sobre as faculdades intelectuais e a claridade de visão,
desviando os
pensamentos pa- ra o lado pior e mais animal da atividade humana.A
pessoa do
Soberano Universal da estirpe santa de David deve sacrificar a seu povo
todos
os gostos pessoais. Nosso soberano deve ser de exemplar inatacabilidade.
Como
você acabou de ler, o mundo
inteiro está sob o poder do diabo e seus agentes, 1João 5:19. O tempo
chegou
para todos aqueles que não crêem em Deus, e para todos aqueles que
questionam a
autoridade da Bíblia, para pensar novamente. As obras de satanás
tornaram-se tão
visíveis hoje em dia que só há pessoas de má fé para continuar a dizer
que
satanás não existe. Satanás existe, e seus agentes, como você acabou de
ler,
também existem, e trabalham duro para cumprir sua missão de destruir o
mundo.
Agora será mais fácil para aqueles que não crêem em Deus aceitarem que
cometeram um erro. Não é possível que satanás exista e que Deus não
exista. Se
satanás e seus demônios existem, é porque Deus e seus anjos também
existem.
Todos
vocês que desprezaram a Bíblia
pensando que Deus não existe, reconsiderem sua posição enquanto ainda
está na
hora. Deus existe, e a Sua palavra, que é a Bíblia, é verdadeira. Cada
um de
vocês tem interesse em reconciliar-se com Deus antes de deixar a terra.
E todos
vocês que pensaram que cada continente tem o seu deus ou deuses, pensem
novamente, não é assim. De fato, há apenas um Deus que é o Mestre de
todos os
Seus filhos, assim como há apenas um satanás que é o Mestre de todas
essas
serpentes cujos planos de dominação e destruição do mundo você acabou
de ler.
Se cada continente não tem seu satanás ou seus satanás, é porque não há
razão
para que cada continente tenha seu deus ou seus deuses.
Todos
vocês que pensavam que a
Bíblia é outra ferramenta de colonização usada pelos ocidentais para
subjugar
os africanos, abatê-los e saqueie todos os seus recursos, você deve
entender
agora que você cometeu um erro. Estes ocidentais a quem você
erroneamente
atribuem a autoria do cristianismo, não acreditam na Bíblia si mesmos.
Eles
simplesmente usaram para prejudicar o resto do mundo, e para cometer
seus
crimes e abominações.
Utilizando
a Bíblia como o fizeram,
estes demónios na carne tinham a missão de sabotar a Bíblia, a fim de
levar a
multidão a deixar de acreditar em Deus. E é exactamente isso que está a
acontecer,
infelizmente. Enquanto alguns africanos rejeitam a Bíblia sob o
pretexto
erróneo de que ela era um instrumento de colonização, outros, por
ignorarem a
sua própria origem, rejeitam a Bíblia sob o pretexto ainda erróneo de
que a
Bíblia pertence aos judeus ou a Israel. No dia em que esses ignorantes
descobrirem a verdade, vão desmaiar. Pessoas de outras nações também
caem na
armadilha de rejeitar a Bíblia pensando que é apenas para os judeus ou
Israel.
Pense
de novo enquanto ainda há
tempo. A Bíblia não é para os ocidentais, nem para os judeus, nem para
Israel;
é a palavra do Deus Criador do Céu e da Terra. E o Deus da Bíblia não é
o Deus
dos ocidentais, nem o Deus dos verdadeiros judeus, nem o Deus dos
falsos
judeus, nem o Deus do actual Israel, de acordo com a compreensão errada
de
muitos Cristãos evangélicos de hoje. O Deus da Bíblia é o Deus de todos aqueles
que acreditam n'Ele através de Jesus Cristo, o único Salvador.
A
este respeito, gostaria de alertar
todos os Cristãos evangélicos e pentecostais que, na sua ignorância,
apoiam
todas as loucuras dos chamados judeus que estão actualmente em Israel,
sob o
pretexto de que são o povo de Deus. Estás enganado. Esses inimigos de Deus que você
vê em Israel hoje não são de forma alguma o povo de Deus. Eles são
impostores.
Eles nunca foram e nunca serão povo de Deus. O
verdadeiro povo de Deus
ainda está afundando na ignorância e no esquecimento. Vocês Cristãos
evangélicos e pentecostais que ainda apoiam esses agentes do inferno,
considerando-os como o
povo de Deus,
vocês devem se arrepender. Você deve pedir perdão com todo o seu
coração ao
Senhor dos Exércitos.
O
Deus de Israel mencionado na
Bíblia não pode ser o Deus dos satanistas que hoje ocupam parte do
Oriente
Médio. O Deus de Israel mencionado na Bíblia nunca foi, e nunca será, o
Deus
dos abomináveis homossexuais e transexuais que marcham todo o dia em
Tel Aviv,
nem o Deus dos Illuminati, Maçons e outros assassinos que fingem ser
judeus,
mas que se uniram ao diabo para destruir toda a terra e afastar todos
do
verdadeiro Deus. Que isso fique bem claro para ti a partir de agora.
A
graça seja com
todos os que amam a nosso Senhor
Jesus
Cristo em
sinceridade!
Queridos irmãos e irmãs,
Se fugiu das falsas igrejas e quer saber o que deve fazer, aqui estão as duas soluções à sua disposição:
1- Veja se à sua volta há outros filhos de Deus que temem a Deus e desejam viver de acordo com a sã doutrina. Se encontrar algum, sinta-se à vontade para se juntar a eles.
2- Se não encontrar nenhum e desejar juntar-se a nós, as nossas portas estão abertas para si. A única coisa que lhe pediremos é que leia primeiro todos os Ensinamentos que o Senhor nos deu, e que podem ser encontrados no nosso site www.mcreveil.org, para lhe assegurar que estão em conformidade com a Bíblia. Se os achar que estão de acordo com a Bíblia, e se estiver disposto a submeter-se a Jesus Cristo, e viver de acordo com as exigências da Sua palavra, nós o receberemos com alegria.
A graça do Senhor Jesus Cristo seja convosco!
Fonte & Contacto:
Sítio Internet: https://www.mcreveil.org
E-mail: mail@mcreveil.org